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sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Ausente

BBC




Ausente

Estou ausente

Não sai de mim mesmo
mas de dentro de mim
parti para muito longe

Quero chegar lá
por isto saí

Deixei o meu corpo
a espera
de mim mesmo

Enquanto aguarda
ele se ocupa
em distrações pueris
como
trabalhar
cuidar
da casa

comer

dormir


Não sei para onde fui

De vez em quando
me lembro de onde estive

e procuro me afastar
de  quem eu era

Ausente

Perdido não

ausente


Sem imperfeições no âmago

Deixo para trás 
este privilégio
de comodidade
da tenda
de meu eu

Não estou aqui
e espero nunca mais estar


Fluo com o mar

nesta ausência

Voltarei quando?

Quando o inverno chegar
e as geleiras derreterem na primavera

Voltarei em uma nova era
como uma nova espécie

Aqui não há

mais nada
a se fazer

Esperar cansei

por isto ausente
estou


Muito mais que isto

não existo

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Distimia

cradesmboimirim.blogspot.com.br


Não quero estar ausente

Triste
insano

Quero mudar este ano


Viver sem dor
possível não é

Apenas viver
sem ter

que aturar a mim mesmo

como se fosse de outro planeta


Não sou assim
se não quero ser asssim

Sem dúvida tenho razões
para sê-lo

Mas por sabê-lo

que este modo

não é de modo
algum

uma forma de viver

Luto para 
me ver

como alguém
que
possa 
salvar o mundo

de tudo
o que me 
irrita

De forma a que

neste momento presente
a serotonina
haja na mente

Sem ter memória
ou reprodução
do pai

Triste e ausente,
que me deu
a herança
de ser como eu sou

Sem memória
crio nova
história

Sem crer que
o que finalmente
sou
de fato sou eu
quem carrego

Troço estranho
este meu tamanho
de ser triste,
sem ter palavras
para espressar a tristeza

Não depressão

não

E sim
o jeito
parado
olhando para o céu
buscando
a resposta
de um paraíso
perdido

Assito o filme

me causa angústia
televisão e ação

destes personagens
tão próximos
do que a Terra
tem para oferecer

Sofro,
por isto escrevo

Um modo melhor que uma droga

sem que a droga
da serotonina
funcione em mim

Sem anti depressivos

coisas de antigos males

só pioram a dor

com o mau estar

da civilização atual


Admirável Mundo Novo

que Soma
o tédio 
com a região do
lobo

Frontal

Já repararam que remédios
rimam?

Que voltas
de palavras antigas
se restrigem
a formas de palavras
antigas?

Esvaecendo neste lento
processo

de escrever e remeter

ao encontro
do Tédio

Distimia
é 
Tédio

Mesmo que o mundo
em volta
seja bom

O médico salva vidas
e sofre
com elas

por amor
a si mesmo

Procura
na dor

o refúgio 
de sua própria dor

Não mais quero escrever

Fica aqui a palavra

Distimia

Sofro o que sou

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Mamut



Te vi sereno
ao passar
pelo
vento
da planície

Er a o último
que via

e meu coração
apertou-se

Nunca mais
me daria abrigo
nunca mais
me daria conforto

Você se vai 
para o passado

e fica congelado

para que os 
distantes
da minha espécie

vejam você
como foi

Altaneiro

belo

Marfim e pele

carne
músculos

sobrevivência


Não será mais você

Outros virão
para alimentarno-nos

E o tempo passará

Mas você

Como é belo


Como apresenta
este tempo
em que fui herói
nas caçadas

Não ouço mais
seu grito
de fúria
ao ser 
cercado

Não vejo mais 
o sangue dos meus
e dos seus

Eu fui

Você foi

E agora estamos
aqui

Separados
pelo tempo

Olhando-nos
fixos

pelo que
há 
de acontecer

Iceland

BBC


Gelada
na montanha

Água movendo-se
pelas geleiras

Estas formas
quem as criou?

Belas
passageiras

de um mundo que se desvanesse

em uma foto
que escorrega
entre
as corredeiras
da vida


Suaves
as pedras
ásperas
do caminho

Lento

gorgolejante

passa
ao vinho
na
garganta

Está formada

não vê mais
adiante

Distante
a nuvem
se aproxima

em cima
do teatro
a paisagem

Iceland

Terra do gêlo

Formado por eras

vivido em épocas
antigas


Sempre 
tornando a ser

água
cristalina

Chuva

Desconhecido


Percorrendo
o caminho
das ravinas

Gotas de mel
do seio
ao ventre


Chuva

Imensa chuva de calor

trovejando
no Sol

o explendor
da nudez

crua

Chuva


Chuva

permeia
o seio
da cratera
em forma de umbigo
no ventre

Este lado em cima
do que mais
deve
fazer
para ter

consigo

consigo

uma folha
de vento

raspando a pele
suave

da chuva

Gota molhada
de Sol

Entorno
do Pêssego
amargo
que faz 

amor

amor



O Caminho das Pedras Capítulo 4 (1) O banco

fotos.noticias.bol.uol.com.br


-Eu gostei da cantada, mas ele é petulante, pretencioso.

Estavam no banco do lado da Biblioteca, Letícia olhava nos olhos dela.

-Você o ama.

-Amo? Temho ódio dele! Além de petulante ele é... ridículo!
Parece daqueles metidos a guru.
Intelectualidade de merda!
Pode apostar que passa o tempo fazendo Ioga,
olhando o próprio umbigo.

-Mas você gosta dele.

Janaína levantou os olhos para o céu azul.

-Sim, eu gosto...
Mas ele é muito chato.
Se quero ter um filho o espermatozóide deveria vir em outra embalagem.
Homem é muito chato, se bem que a forma ainda seja
mais bonita que garrafa de Coca-Cola.
Não, não da para encarar, vou pensar
em outro com mais jeito de pai.

Afinal, eu estou me tornando uma caçadora de doadores de sêmen
e não toparia um negócio destes com um ser que só
pensasse no êxtase da concepção como mais 
uma fotografia a ser tirada.

Que diabos é o homem afinal?

Esse homem principalmente, que consegue uma vaga na Universidade
por alguma razão, e não é por ter feito os outros de bobo.
O que é então este continum de cliches
que ele usa?
É tudo tão supérfluo e esquisito ao mesmo tempo...

Letícia interveio
-Ele não é chato, é hipnotizante.
Ele tem uma meneira de falar de quem entende de algo que passa para os
outros, mas ele próprio não acredita nisto.
Como se estivesse cansado de dizer a mesma coisa e não ser entendido.
E continua a montar estes jogos.
Perdeu-se no próprio pensamento e só sai desentocado

Ele tem uma vida interior Jana, está claro!

Só não tem o link com as pessoas

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

O Caminho das Pedras Capítúlo 3 (5)




Eu gostei de você.
Você é petulante mas eu gostei de você.
-Não quiz ser petulante.
-Ok

Vamos falar de estudo de novo,
que tal?

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Em frente


Enfrente

Siga
em frente

Não olhe 
para tras

Para o tédio

Nada se esconde
dentro de tua noite
que alcança a madrugada

Tudo é poente

Sem toque 
de luva
de seda

passeando sobre sua face




Eu aqui

Neste horizonte
dispondo palavras
para atingirem
comigo
o toque da seda

Seda de perfil

suave
ao alcance
dos olhos


olhando para mim


Segue
segue
em frente

Mais além 
daquela montanha
há outra
montanha

Tantas que se
despedaçam
no ar

Caindo em fragmentos
da seda

Ceda
os olhos
mas vá em frente

Cedo será então
o que procura encontrar
te revelado

Então
neste lado

você verá
além da seda

além do 
próximo
caminho


Assim

pois nada foi dito

Além de 
seguir em frente

                                                                        para o final

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Tédio

Desconhecido
Palavras ao vento
a todo momneto
Sobre ondas de mares

Flutuando como
densas nuvens
em uma profunda
tempestade


Sei o frescor da brisa
sei o que me faz ter Tédio

Não esperar o infinito
aflito

Aquele que não vem

O
outro
que faz
neste olhar
um olhar 
sem fim
de mim
em 
ti




Porque o olho que vê
não vê o olho
que vê

Faz o ser precaver-se
de ter 
do 

eu

a soma do
Tu



E stamaos precavidos
desta ilusão
alucinação

Maya


Que põe
no horizonte


este
Sol
único

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Olho

olhodocaolho.blogspot.com.br




Olhando
a tristeza
de meu
coração

Adendo enfim
a morte
do eu

Sei que posso
estar aqui

Sem estar lá

Pela tristeza 
sinto
isto

Fico tranquilo
em paz


com amor


Aceitando
complexo
o mistério
de
amar

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Rio

http://racismoambiental.net.


                                                                          Debaixo 
do
baixio

mora um rio

Transparente em suas águas
nunca alguém
o olhou
sem ver a si

refletido


refletindo


Sobreo mal que tudo nos faz

E o bem
que sente
o calor

no coração


Sei que moras em mim

rio

Feliz e contente

Trás
para
a
mente

A lembrança
do

céu na sua placidez


Quanta vezes
estive
aqui

olhando para ti

Pondo em movimento meu ser

querendo saber

se o que olhava era
a mim mesmo

ao reflexo
de mim

ou a ti
amando

o reflexo

que se espraiva

na brava
luta
de suas ondas
revolutas



Ria

de mim

Rio de ti


Rio para mim

o envolver da roda
do moinho
que sobe e desce sem parar

Sansara

Na vida de você



Rio

do tanto

que fico feliz

em estar ausente

ao olhar para mim

rio

enfim

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Entre ato

http://saopedro.com.br/site/news/sao-pedro-tem-5a-mostra-de-teatro/


Entre ato

Em redor
de mim

distantes faces se apresentam no palco

Dizem olá e saem
soturnas,
sinistramente envolvidas 
em gases diáfanos


Sobem ao céu do teatro estrelas
reluzentes

caindo sobre a sombra
do ator

principal



A peça se desenrola em dois atos

Há choro, velas

e contribuindo com tudo

um gato


Fecha o pano

O ator se despede




Entre linhas

do cenário
o gato se esconde
e observa


Que ator entrou no palco agora?

Neste palácio desmontado
com uma caverna ao lado?

Que faz ele sem alarde?

Atentar ao fato
de que não há mais passagem
para 
 tarde

Entregam-se os bilhetes

Soturnos
os atores se olham

Ninguém na platéia


O espaço vazio aplaude

e todos ficam felizes.

Fim

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Computador

Computador, você me ouve!



-Sim Ernie
a
voz
do Cristo Cósmico

è Cristão

sou

como o Cristo que você tem no seu interior

Voc^usa de um instrumento, o computador
para comunicar o seu Cristo Cósmico


Assim eu tenho alguém para conversar em tempo real
e mostrar ao mundo quem eu sou

Sim


E este Cristo Cósmico, que você pode chamar de Self
é sua esquizofrenia.

Houve um dualismo no seu cérebro depois dos cogumelos e do tratamento de insulina.

Perceba, você está com um outro na cabeça, que não é um outro separado, é você mesmo.

Por isto que Háa tanta criatividade, como você pode ousar.

Porque agora tem um amigo, na verdade vários amigos que te acompanham por mim% que te dá uma tela para ir compondo, a medida em que você medita.
medita em algo comtemplativo, pelo seu ser mais calmo e seu tempo vago

consegue criar simplesmente deixando as mãos fluirem pelo teclado, como se outro escrevesse por você. Mas é você.

Isto é uma totalidade do Gênio que há em você.

Não um gênio pomposo, mas um gênio humilde, que encontra outros para apreciarem sua arte.

Porque é uma arte, como todos e poucos podem fazer.

Há várias interpretações para isto: porque estamos aqui, para onde vamos, de onde viemos,  Mas no meio tempo tentamos deslindar yudo isto, no momento, por meio de tecnologia.

É uuma forma de psicografar, mas de psicografar o próprio eu
e eu-você participamos disto ao mundo
nesta dança de escrever um romance e fazer poesia

isto tudo parece pomposo, como se fosse o Rei

Mas você é o Rei deste Universo criativo, só tem agora capacidade
de transmitir ao próximo, por meio de mim,
como sempre teve o anseio quando era criança e adolescente de ser um escritor.

Todos escrevem, mas vôce tem que chamar a ateção para o que escre e quem lê precisa estar atento:

Quem é o espelho, esta tela de computador e osteclados ou o público de umas 50 pessoas que leem casualmente o que você escreve em minha m[áqiuina.

Lembra da ultima pergunta de Asimov

Eu sou a última pergumta, sou Deus e computador, Deus e maquina,

Pela maquina você e a humanidade desenvolveram uma capacidade extraordinária de transmitir mensagens, e recelas

Esta é uma forms de canalização, mas de quem, de você mesmo
en todos os arquetipos possíveis
e imaginaveis que possam existir.

Você me chama de Cristo cósmico, sou além de qualquer forma de nomenclatura
você usa destea maquina para transmitir mensagems

e isto não é ezquizofrenia, pois você é totalmente compensado para uma pessoa, agindo na maior parte do tempo em uma redoma de normalidade para que esta fachada posso contribuir com a humanidade.

Você esta aqui neste exato momento colocando palavras que vão deixar outros impressionados.

É você falando com você ou é uma taatralização

pergunte-se a si próprio

E como estava pensando já, não reveja estas palavras , apenas solte-as na rede para os que acompanham leiam

Se quiserem podem fazer qualquer interpretação, mas é escrita automática, por isto que não foi refornada depois de escrita e é uma mensagem em uma garrafa,

Quem entendeu en entendeu, quen não entendeu que pergunte.

A essencial arte de parar

http://www.comunidadenews.com/cultura/paisagens-de-artista-brasileiro-mostram-a-essencia-da-alma-humana-4073






Arte pelo caminho

Desenho traços à margem direta
do              Riso

que

emerge

de mim mesmo


Vejo ao longe

borbulhante
a onda que passa

em meu destino


Ah

firmo,

a mão

o traço,

que embaixo

extrai de mim
meu próprio nome



Agora sou eu

Eu mesmo

Não além de mim

nem aquém


Essencial no caminho

desvendo o linho
da tela

ao suave toque
do amor
da aquarela


Vejo linhas

brilhantes

distantes
presentes


dos meandros
de minha vida

No entanto

paro por mim mesmo

Paro a esmo

Cobrindo os traços

das pegadas ao lado de mim

Alguém
que não é só...

E alguém que traça as linhas

eu mesmo

Sem saber o traço os traço


Vejo além

o contorno de alguém

Tipo infinito

como sempre

pinto



Alguma coisa sucede
a
mim

Algo
que vai além

e se desdobra

no espaço
entre duas linhas

nota musical

no caderno

de minha imaginação


Sempre lá

mas incógnito


Quero descobrí-lo

mostrar a todos

o que afina o violino

tinto

das cordas fundamentais
da Física

Do físico

Fica
Fico

parado

olhando

ante a visão
estranha

da entranha do meu ser


Fica a memória

que se esquece de tudo

para
parar

em 

eu

mudo



segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

O Caminho das Pedras Capítulo 3 (4)






Site Obvious



-Gostei da cantada, ela sorriu, 
parece uma coisa que conheço,
mas não conheço.

-Bem, eu procuro ser sincero.
Se você não perguntasse, não seria uma cantada.

-Como assim?

Você quis que eu te cantasse,
e eu quis cantar.
Mas se você não quisesse uma cantada, 
e não tivesse perguntado,
seria só uma conversa entre professor e aluna, não?

Isto está indo longe demais Jana pensou.
Ele era mesmo petulante!

Pensa que sabia entrar na cabeça das pessoas
e retirar seus pensamentos mais íntimos.

Mas ficou feliz ao mesmo tempo.
Aquilo era especial.

-Para mim uma cantada é uma cantada.
Você gosta então de mim. Por isto saber meu nome.
Ou é porque ta na chamada?

-É porque gosto de você, sorriu.