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domingo, 8 de dezembro de 2013

Como Ser

BBC


Onde estou

como liderança de
mim mesmo

afasto o medo

de não destinar
a própria vida
ao próximo

contento-me
não em estar agindo
no presente

mas agindo
num futuro próximo

diletante

errante

porque erro

no momento mesmo
em que traço linhas

Não afirmo que sou

[afirmo apenas]




O QUE NÃO SOU


NÃO SOU O UNIVERSO

NÃO SOU DEUS


E neste presente distante te
afirmo
o que sinto

afirmo de todas

 AS MANEIRAS

vindo próximo
o que existe em mim

BESTEIRAS!



além de mim

assim


SOU O QUE SOU

SEM PODER
VER
NUDEZ
  DE FICAR 
ASSIM

pronto para o próximo 

adeus


QUE PERMITE 
QUE O 
VENTO
MUDO
DILUA
TUDO



do firmamento
ao extinguir

QUE AGUENTA

ESTE QUE
 TENTA

ME SEDUZIR

A LONGO 
PRAZO


Como ser
quem sou

apenas estou

ao léu

Não berrante

dos que falam a línguas
às mínguas



Sacia
extingua

a mirra

do cansado
astro

sábado, 7 de dezembro de 2013

O Caminho das Pedras Cap 3 (3)



http://www.metaconhecimento.com/2013/05/crise-na-saude-mental-e-gera.html






Pelas apostilas

Ele era mesmo petulante, 
mas Janaína estava preparada para isto.

-Sim, mas você colocou tudo como um quebra cabeça.
O que é afinal um
"Ensaio fotográfico de uma atividade mental"??

-É este o título mas é uma quebra cabeça.
Se eu lhe me mostrasse o sentido não teria graça.

- Prá você né?

-Vai, vou te ajudar,
te dar uma dica.

Quando você fotografa você capta uma imagem e a congela.
Esta imagem está enquadrada de uma forma especial, e é eterna enquanto dura.

Nas nuvens que vemos agora no céu
e nas nuvens da net: é eterna.

A atividade mental é assim, mas como um ensaio.
Além de você produzir várias imagens do mesmo tema você cria
 a linguagem da imagem,
e retira as fotos que não gostou mas clicou,
tirou.

Na atividade mental, sobre cada tema, revelação ou símbolo temos o mesmo processo,
porém o arquivo guardado das idéias descartadas  é imenso,
 e muitas delas são descartadas sem notarmos seu poder de criação, de uso,
pela razão de trabalharmos com enquadramentos já estabelecidos.
Quer saber?-e tirou um cigarro da carteira- se estudarmos com paciência este arquivo morto, naturalmente as idéias boas descartadas se sobressaem.
Isso se tivermos um novo ângulo de visão, de foco para elas.
E cada vez subtraímos mais desses ensaios, nos atendo à uma ou nenhuma foto,
até uma ausência melancólica de prazer, sempre vendo as mesmas fotos, nunca mudando.

Sua voz se alterou.sus olhos não olhavam nada ao certo, pareciam longe e desvairados.

Aquilo deixou Janaína desconcertada. para onde iria tudo aquilo? 

Ela detestava cigarro, mas o cheiro que vinha dele era outro.
Era como uma fumaça rodopiante da Lagarta de Alice
Como se desenrolar-se um filme em sua mente, entrando em transe.

Um filme. Fotos, imagens, películas, pele. 
Tudo como o recordar da análise, palavras soltas que se uniam ao redor de um véu.

Sentia que entendia tudo, mesmo não entendendo.

Era como se a fumaça desenrola-se o filme em sua mente, e era diferente das aulas.
Ele falava como um homem viril.
Como um arrepio aquilo se tornou realidade: era ele um homem!

Ele pairando em uma nuvem cósmica.
 Spock,
 entendendo tudo que dizia sem conectar o que dizia à realidade,
 porque não havia realidade para ele ou ela, embora tudo fosse significativo.

Estava tonta e teve medo dele.
para onde iria tudo aquilo?

-Acho que fumei um depois disto tudo-disse ela, sem perceber o que dizia.

-Eu não fumo baseados. Não uso drogas, só cigarros e café disse ele.


-Desculpe-me se te ofendi. O assunto é importante para mim,
 e você precisa saber que uso.

-Eu sei.
Faz parte do seu ser saber esta verdade em sua vida,
Quando tento colocar este incômodo em minha mente,
sobre a tua matéria corpórea
tudo parece em vão.
Você pode entender, entende, mas não fotografa.

Guarda a lembrança vaga e ela se afasta como esta fumaça do teu cérebro
que não capta o que quero revelar

Veja Jana, estou aqui, na atividade mental,
neste exato momento.
E você está aí, neste exato momento.
nesta exata cena.
e alguém olha a si própria
e não entende o enredo

Na atividade mental
acontece o mesmo a esmo,
 não enquadramos em cinemascope, não vemos tudo
vemos partes
e não vemos o fim

Mas o fim está aqui, entre eu e você.

No que você quer e no que eu quero.



-Isto é uma cantada?

Apagou o cigarro

Olhou direto para ela

-Sim.


sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Fumante



O que quer

que o amanhã

nos

traga

Deus

estará

presente

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Identidade

E Lima





O Ser

Indivíduo
disputa

o dilúvio
do ser
dei
vidido

Entre o si
e não Si

de ser






Alguém
como um eu

tenta
tenta

não ser Eu





 Amor

Tanta
dor

Flor
que arremessa na dor

o sangue 
de alabastro,
seu ato


Assim como
na Humanidade distante
de um
A
berrante

Alucina tudo
este mundo
perpétuo

Retornando ao
entorno

do ser ao lado

contato
contado

Na fogueira do campo distante

apanhando centeio

Entrem

Homens e Ratos

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Um dia em 24 horas

BBC


Um dia 
você disse que me amava

Me amou e eu te amei

Hoje ainda te amo

Com carinho e dedicação



Um dia eu casei com você
e você
disse que me amava

e eu ainda te amo

Com carinho 

e com amor



Eu posso ser feliz

neste Amar que
nos rodeia

Terra
Téia
teia



Tudo floresce no amor

Ainda que as dúvidas
não permitam
que o Infinito se desfaça

porque o amor não afasta

aquele que sofre
sem dó

Amo a ti
como a ti
ga mente

Aumente pois o amor
pela outra pessoa

que a ti está ao telhado

olhando a Lua

nua

na confusa escuridão da noite


Aumente o sol

sol na caixa

Maya

Desnatura em flor
o amor

Aumente o Som

da canção do amor


70X7

Sem conhecimento da dor
e da frescura
do ato

Não mato

adoro

coro

ausente

sem mente

no orgasmo
Cósmico
da mente

Museu de Mondaí

terça-feira, 26 de novembro de 2013

O Caminho das Pedras Capítulo 3 (2)

http://obviousmag.org/



Jana o esperou no Chafariz que cruzava 
o caminho das pedras no Campi,
após a aula.

Sentia tremores e rumores em seu corpo.

Esperou que ele chegasse,
de tocaia.

Quando Spock passou ela brincou.

-Meeestre!!!!
-Olá discípula, disse ele sério.
- Vai para a Cantina?
-Sim, e você?

-Vou para onde você vai...
-Então eu vou para a Cantina.
-Eu pensei nisto agora...
------------------------------------------
A Cantina era contruída de forma Ecológica,
com meandros e lugares que pareciam
uma obra de Gaudi.

Sentaram olhando para o vitral à direita da entrada
com dois cafés médios e uma rosca cada um.


-É engraçado, começou Ela...

-Jana, é só brincadeira,
Eu não sou Mestre, sou Mestrando,
e você não é discípula, é aluna de um ano só,
se passar...



-É por isto que estou aqui. Eu acho que vou rodar na tua matéria
se não me ajudar.
-Não é por isto que está aqui, mas tudo bem.
O que você quer?

Jana corou. Tomou um gole de café e brincou com o cabelo, olhando o vitral.
-Bem, pode não ser isto, mas se não é vou rodar do mesmo jeito.
Pode dizer como começo?

-Pelas apostilas.


obviousmag.org






Tempestade


A Tempestade
passa
No alvor da madrugada
amada

Altera o Espaço
e traça a linha

Do Horizonte
Montes

Sol na Brisa

Névoa de lã

Amanhã

Escoteiro

E Lima


Dorme
na barraca

Caneca de água

Meu Filho

Bordão e sandália

caminha com Lei

Escoteira
ao vento

Distingue o sotaque
de outros colegas

Esferas de pensamento
no Firmamento

Estrelas
do Sul

Vênus sobre Ele

no relento

Aumento o tom
num lamento 
da infância que se vai

Que
bom ser pai

Vejo então 
que fui pai
e sou pai

Sem me preocupar 
com Armatia

armadilha

Fui filho de um pai

Sou pai de um Filho

E a Rosa dos
Ventos segue

Mestre Universo
quem o
percebe




H
O
M
M


VIDA

U
N
I
D
A

Pelo Sol

No norte

sem morte


Há Deus


segunda-feira, 25 de novembro de 2013

O caminho das Pedras Capítulo 3 (1) A Cantina

Desconhecido



Eu gostaria de entender ele,
quero amá-lo.
Não é o rosto, se bem que aqueles óclinhos de John Lennon 
e os cabelos sejam interessantes...

Mas ele nem tem bunda!
Por quê  ele faz isto comigo?
Se diverte com tanta ironia, 
e como eu fico mansa com isso.

Fico sentindo ódio por dentro,
mas também este calor não é raiva, é...

Prá que sentir isto dele??

A matéria é estúpida, ele é estúpido.
Não, não é estúpido, é o quê?
Porquê eu disse para ele me chamar de Jana?
Janaína é mais formal,
mas ele diz de um jeito que me arrepia,
e ele sabia meu nome na classe!

-Tá na chamada, otária!
Disse Letícia

-Mas Ele não pode saber meu nome, Lê,
 e quem eu sou, sem ter prestado atenção
em mim.

-Burra!
Jana, Jana, Jana...
me chame de Jana!
Me chame de meu bem, droga.

-Ernesto, Ernesto.
Cadê aquele site de nomes mesmo?

-Guerreiro valoroso, sério, honrado.
Combina com Janaína afinal,
A Rainha e o Guerreiro,
se bem que as origens sejam diferentes...

- Vou prestar mais atenção nesta matéria,
minha bisavó dizia que se pegava um homem pelo estômago,
deve se pegar um professor pela matéria, gostosão...

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Universo Autoconciente

NASA


Auto
conciente

Universo
ao
lado

Alado
no espaço
desti lado
do 
único
verso
ao lado
do traço



Energia de fontes
aos montes
distantes



e tudo
mais



Quasares

Antares


Significância
de
física
quântica




Cruzeiro
dos mares

Inter
estelares


Radium
Search
for
Extraterretrial
Intelligence





Todas as palavras seriam imensas, densas, sem provocação, na ação do Quasar iluminando a terra naquele instante astrológico a 6 anos antes de Cristo


Tudo se junta, como peças em um crossword puzzle

Cross
World

Crisol
alquímico

Tudo parece ter sentido
que tudo
é tudo
sem sentido
para ser sentido



Reserva e guarde
para o além

Assim
Seja

Amen

Pois
nem
tudo
no conteudo
pode conter
o que está
num
único
verso
que pode
ser escrito

No atrito das palavras
que lavra

este ser auto conciente

autor da vida

chamado de
Deus

em sotaques

de  tique
taques

num  relógio
parado no tempo

ouvindo vozes
da criação

além de tudo



trespassa
a manga
de um mágico
e trás mistérios
ouvidos

no silêncio



Ao todo

não diz nada

colhe
escolhe
acolhe

a tudo
o que está próximo

Indo distante
para o fim
que não tem fim
 o acorde
de ser trabalhado
e exposto
num rosto
de autoria
autoconciente

Deus,
um ser
ciente?

Sem querer
desmaio
e perco
a conciência
neste universo
sem autor

ou ator?


Mas
em um
universo
autoconciente
pode haver um
ser
ciente

que tudo absorve
e
absolve



pois da ciência
sabe muito
para poder colocar
tudo no lugar

E diz

somente
amar




Cometer



Indo além

estando no infinito

eu digo
Infinito.........................................................................))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))-+=(!)

S


em parar

Só ele sabe
aonde vai

fora os
Físicos

 Astros
 físicos

Movem-se 
por Newton
e reclamam sua glória
na História

Talvez
na chuva
de sua poeira
semente
da vida

Exobiólogos

Atmosfera de Dawkins
Darwins

Um eu finito

Sem ter
sentido
além do momento

Carpe Diem
comentam os Romanos
antes dos Bárbaros

Bárbaros
doces

que envolvem
a terra

neste momento distante

Doravante
uma nova Hera

subindo o muro
do quintal
de minha casa

Cometendo o ato
de amar de novo
a terra que a pois
 no lado debaixo
de suas raízes

Trespassando entre si

suas novas folhas

argumentando sobre o Homem
que a pôs lá

Que querem de mim?
Dizem os cometas...

Que querem da Hera?
dizem as Esferas...

Terras

Heráclito que sabia

Apenas o rio passa
no fluir da corrente
da
mente

Éter
na 
mente




O Caminho das Pedras Capítulo 2 (6)

Desconhecida



Independe, do lodo o Lótus

-Quê...?

-A Flor de Lótus nasce do Lodo putrefado.
-Vou parar Professor, é muito prá minha cabeça.
-Eu sei, vou tentar conversar mais com você.
Pelo menos você pergunta o praquê...

-Desculpe o Louco.
-Vou desculpar se você me chamar de Spock ...
-Tá, ok, até mais Spock, longa vida e prosperidade.

Spock fez o sinal com os dedos.
-Longa vida e prosperidade, até a próxima aula, ou antes...

-Vou te chamar de Louco de novo.

-Você que sabe, e sorriu.

-Vou para a Cantina,
quer ir comigo?

-Até mais Jana.

-Inté Spock.

Jana caminhou pensando com seus botões.
-Báh, besteira, nem tenho botões...

E seguiu para a Cantina pelo caminho de pedras que margeavam a sanga.

Poder

NASA


Pode tudo

Crias 

estrêlas

Desenvolvê-las

extinguilas


Posso ser 
o que
você
é

Eu possso
você
pode

Nós podemos
ser amigos

no infinito

 Alguns seres me imaginam
assim

Outros me imaginam
assado

Cansado de ser, almejo o dever
de tentar ignorar
o que é fácil

Iníquo
do Fim


Assim
é a Terra

há alguns anos

Bilhões com certeza

e mais além
o respiro
profundo
de meu eu

Sou eu 

sou tu

sou mudo
e falo
tudo


Poder

poder
perder

Morrer

à distância

no espaço

ao meu lado

Venha

NASA

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Estação Especial

NASA





Em 
Especial
uma 
 Estação

Estática,
na
Rádio
da 
Atmos
esfera

Atmos

Terra]]]]]]]]]]]]]]]]Estação

Nação

Internacional

Grudada
ao lado
no
Espaço




Entre o eu
e o
você

Cadê?

Cadê?

O sonho
sem Demônio?

Cadê Marte
com
Arte?


Esperas tu
pelo porvir?

Esperas além pela morte? Vais para onde, Óh Humano?
Vaispara morte, e aoAlém?


Infinito espaço
a descobrir

E a mente
ao se
seguir


Sendo eu
um Ateu

Acredito
em tudo

Pois o Mundo

é do Domínio
do

Dominó





Sendo
eu

Teista

Acredito
em
Ti




Sendo

Você

o jogador

Eterno

Mudando
pares
e

E
M

P
A
R
E
S


Casório dos dois

Lua e Sol

Estação e Terra






Caminhas sem guerra?


Trazendo
caminhos

que no infinito

Não terás
que pensar?

Vai tu,

além.

Vai a Marte
e
as Estrêlas.


Mil sons

de um

Universo
que
ex-cede

Sêde
do
tudo

Um caminho sobre Estrêlas

Conta-ás

Mil

Não vai parar

Contas
ao Luar

de um colar

Anel
sem fim

PLIM


Vórtice ao longe

que esconde

O buraco negro

Preto

escuro


Lata de lixo das esferas, levando energia para o outro lado


Alado,

com firmamentos
de
confirmamentos

Da nossa
graça

Graça

No Poente
e
Ocidente

Oriente
o próximo
amanhecer

de nascer

a Literatura
da
Lua

Poema
sem versos

Ad- versos


Adendos mil

à Estação

Primavera
no Sul



























































































































































































































O amor espera

O amor espera-nos
Um amor imenso acolher-nos-á à nossa chegada à vida eterna. Não sabemos bem os detalhes mas isso não tem muita importância. O Deus das Surpresas reserva-nos tudo aquilo que nos fará mais felizes. Porque, apesar de tudo, fomos feitos para o amor e no Fim, o próprio Amor apertar-nos-á nos seus braços. Junto das três pessoas divinas, estarão todos os que nos precederam, encantados por nos ver chegar finalmente. Na vida presente, sentimo-nos muitas vezes como corredores de maratona abandonados; mas ali, pelo contrário, entraremos num grande estádio, em que a inúmera multidão se levantará para nos aclamar. Certamente que nesse momento cairemos de joelhos e choraremos, mas serão lágrimas de alegria, não de tristeza. Deus pegarnos-á na mão e apresentar-nos-á à comunidade reunida onde cada um, sem excepção, se decalara a favor de nós.
Se isto nos pareceu estranho, lembremo-nos do filho pródigo. O Pai nem espera que o filho chegue. Corre para abraçá-lo e leva-o para casa. Veste-o com roupas de festa para o apresentar orgulhosamente a toda a assembleia.
Quando estamos à cabeceira de moribundos, podemos lembrar-lhes que estão a caminho do coração do amor. O amor vem buscá-los para ir para casa, dizendo: Levanta-te, minha amiga,  minha querida, e vem! Porque é assim, o inverno passou... Mostra-me a tua cara, faz-me ouvir a tua voz; porque a tua voz é doce e a tua figura agradável (Cor 2, 10-15). Que mais poderíamos querer?
Adaptado de Brian Grogan, SJ: Where To From Here? The Christian Vision of Life After Death. Dublin, Veritas, 2011.

terça-feira, 19 de novembro de 2013

A Travessia












As primeiras memórias vêem  dos tempos em que colectávamos conchas na praia e juntas passávamos horas transformando os dias de sol em colagens. O que mais me fascinava era ver as conchas, puros elementos da natureza, coladas lado a lado se transformarem em outras formas, num acto de cumplicidade entre mãe e filha. Para ela, talvez o início das colagens mais tarde feitas com outros materiais. Para mim, aos 6 anos, o despertar para a arte, espontânea  e conectada com a natureza.


A sua primeira visita à Ar.Co, escola de arte, foi feita comigo de mão dada. Ficava em Alfama, perto de casa, na rua dos nossos passeios. Visitamos os estúdios, conhecemos os mestres, e eu fascinada olhava as paredes caiadas de branco. Esse branco que se tornou no cenário de uma nova etapa cheia de cores, para ela e para mim. Aos dez anos, eu ouvia dela as descrições de cada aula que tinha sobre a luz e a cor às quais eu respondia com os meus olhos a brilhar. Para mim intrigante, para ela uma viagem ao encontro da sua arte.



Orgulhosa, via-a também ser administradora de uma revista e receber o primeiro prêmio numa exposição. Mas logo a seguir veio o exílio. Juntas fizemos a travessia. Chegamos ao Brasil. A arte se transformou numa forma de sobrevivência, não só como ganha pão, mas também como equilíbrio emocional.



Por onde trabalhou arranjou sempre maneira de nos expor à arte. As aulas de Ballet que ela acompanhava proporcionaram a mim e à minha irmã horas de dança sem fim. O conservatório onde ensinou abriu portas para que todos os filhos aprendessem um instrumento.



A nossa casa se tornou num espaço de artistas de várias áreas, pessoas de várias cores e tendência políticas. Todos eram bem-vindos. Se tinham um instrumento tocavam.  Se eram actores a casa era seu palco. Se ainda não conheciam seu dom eram convidados a ser gente. No chão, os panos de cor que ela cortava, costurava, montava e nos dizia emocionada que estava a criar novos espaços. Penso que para nos ensinar a nunca ficarmos limitados às paredes da nossa realidade.



E assim crescemos, 5 filhos envolvidos em arte debaixo do amor desta loba mãe.



Os seus panos collage se transformaram em inúmeras exposições muitas vezes acompanhadas de outras artes, música, dança, artes marciais. Nascia o projecto cor, som e movimento. Em cada profissional que conhecia um amigo que adicionava, em cada aluno que tinha um filho que adoptava. Em cada pessoa que tocava uma transformação.



Foram 13 anos de muita luta, muita adversidade, muito trabalho e muito crescimento sempre vivido com muita exuberância.



Mas era tempo de mais uma travessia desta vez rumo à terra mãe. Primeiro eu, depois ela. Lembro-me ainda da sua dor ao deixar no Brasil os filhos homens. Mas o mar e o amor nos unia e a vida apresentava novos desafios.



Em Lisboa retomou suas actividades de ensino de música em paralelo com as artes plásticas. Novos amigos, novos projectos, metafísica e conhecimento. O mundo se expandia.



A dois anos da reforma uma bolsa para fazer mestrado.
Entre o Brasil, Portugal e os Estados Unidos conseguiu reunir os elementos que precisava para concretizar este desafio. Nos últimos anos dividiu-se entre os filhos nos três países e onde continuou a plantar novos projectos.



Em 2004 surge a poesia.
Palavras Soltas.
Em 2010 o primeiro livro.
Em 2012 partiu ... sem aviso prévio.
Sempre a nos surpreender.



Mas um ser como este não desaparece.
Multiplica-se através de nós,
Dando um novo significado ao lado de lá.



Hoje, retorna connosco ao Porto, terra onde nasceu.



 Leonor Alvim Brazão








 Maria Leonor de Mello Miranda Mendes Pereira e Alvim

O brilho do Sol












Vai te iluminar todos os dias, de todas as maneiras                                                                  E Lima
com amor
e afeição

Trazendo coragem
para enfrentar a viagem

Trazendo alegria 
para todo o dia


Vai te iluminar todos os dias,
 de todas as maneiras
com amor
e afeição

Trazendo coragem
para enfrentar a viagem

Trazendo alegria 
para todo o dia




O brilho do 
Sol

traz a Lua
atras

Sempre 
alerta

para as estrelas

Traz os
Universo 
todo

alem do
modo

que faz o Quasar

traz Paz

O Caminho das Pedras Cap 2 (5)

NASA


,




-O prazer direto é meteórico
como um orgasmo!!

Algo que que talvez o
Eureka de Arquimedes tenha sido.
Parece difícil, mas o prazer constante
de estar entendendo,
ligando passo a passo,
ponto a ponto
passa a ser prazeiroso
enquanto você vai pelo caminho,
 e olha para tras,
vendo os obstáculos ultrapassados e as verdades conhecidas,
que antes você não conhecia.

-Todo mundo diz isto, é como o
"um dia você vai entender..."

-Janaína você...


-Me chame de Jana

-Tá Jana, é difícil mesmo mostrar algo
para alguém.
Algo que está dentro.
gestos e palavras ajudam,
mas o real das ações e palavras
torna-se uma barreira.

Não vou dizer que seja duro ter 19, é isto mesmo.
Mas aos 36 se alguma coisa nós temos para nos sentirmos
bem é justamente esse olhar para tras e ver.

-E se foi uma merda?

Independe;do Lôdo o Lótus.

Quê...??