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quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

cigarro


http://inadvertidamente.blogspot.com.br/2011/12/visita-tabacaria-de-fernando-pessoa.html


TABACARIA

Não sou nada.

Nunca serei nada.

Não posso querer ser nada.

À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.





Janelas do meu quarto,

Do meu quarto de um dos milhões do mundo que ninguém sabe quem é

(E se soubessem quem é, o que saberiam?),

Dais para o mistério de uma rua cruzada constantemente por gente,

Para uma rua inacessível a todos os pensamentos,

Real, impossivelmente real, certa, desconhecidamente certa,

Com o mistério das coisas por baixo das pedras e dos seres,

Com a morte a por umidade nas paredes e cabelos brancos nos homens,

Com o Destino a conduzir a carroça de tudo pela estrada de nada.





Estou hoje vencido, como se soubesse a verdade.

Estou hoje lúcido, como se estivesse para morrer,

E não tivesse mais irmandade com as coisas

Senão uma despedida, tornando-se esta casa e este lado da rua

A fileira de carruagens de um comboio, e uma partida apitada

De dentro da minha cabeça,

E uma sacudidela dos meus nervos e um ranger de ossos na ida.





Estou hoje perplexo, como quem pensou e achou e esqueceu.

Estou hoje dividido entre a lealdade que devo

À Tabacaria do outro lado da rua, como coisa real por fora,

E à sensação de que tudo é sonho, como coisa real por dentro.





Falhei em tudo.

Como não fiz propósito nenhum, talvez tudo fosse nada.

A aprendizagem que me deram,

Desci dela pela janela das traseiras da casa.

Fui até ao campo com grandes propósitos.

Mas lá encontrei só ervas e árvores,

E quando havia gente era igual à outra.

Saio da janela, sento-me numa cadeira. Em que hei de pensar?





Que sei eu do que serei, eu que não sei o que sou?

Ser o que penso? Mas penso tanta coisa!

E há tantos que pensam ser a mesma coisa que não pode haver tantos!

Gênio? Neste momento

Cem mil cérebros se concebem em sonho gênios como eu,

E a história não marcará, quem sabe?, nem um,

Nem haverá senão estrume de tantas conquistas futuras.

Não, não creio em mim.

Em todos os manicômios há doidos malucos com tantas certezas!

Eu, que não tenho nenhuma certeza, sou mais certo ou menos certo?

Não, nem em mim...

Em quantas mansardas e não-mansardas do mundo

Não estão nesta hora gênios-para-si-mesmos sonhando?

Quantas aspirações altas e nobres e lúcidas -

Sim, verdadeiramente altas e nobres e lúcidas -,

E quem sabe se realizáveis,

Nunca verão a luz do sol real nem acharão ouvidos de gente?

O mundo é para quem nasce para o conquistar

E não para quem sonha que pode conquistá-lo, ainda que tenha razão.

Tenho sonhado mais que o que Napoleão fez.

Tenho apertado ao peito hipotético mais humanidades do que Cristo,

Tenho feito filosofias em segredo que nenhum Kant escreveu.

Mas sou, e talvez serei sempre, o da mansarda,

Ainda que não more nela;

Serei sempre o que não nasceu para isso;

Serei sempre só o que tinha qualidades;

Serei sempre o que esperou que lhe abrissem a porta ao pé de uma parede sem porta,

E cantou a cantiga do Infinito numa capoeira,

E ouviu a voz de Deus num poço tapado.

Crer em mim? Não, nem em nada.

Derrame-me a Natureza sobre a cabeça ardente

O seu sol, a sua chava, o vento que me acha o cabelo,

E o resto que venha se vier, ou tiver que vir, ou não venha.

Escravos cardíacos das estrelas,

Conquistamos todo o mundo antes de nos levantar da cama;

Mas acordamos e ele é opaco,

Levantamo-nos e ele é alheio,

Saímos de casa e ele é a terra inteira,

Mais o sistema solar e a Via Láctea e o Indefinido.





(Come chocolates, pequena;

Come chocolates!

Olha que não há mais metafísica no mundo senão chocolates.

Olha que as religiões todas não ensinam mais que a confeitaria.

Come, pequena suja, come!

Pudesse eu comer chocolates com a mesma verdade com que comes!

Mas eu penso e, ao tirar o papel de prata, que é de folha de estanho,

Deito tudo para o chão, como tenho deitado a vida.)





Mas ao menos fica da amargura do que nunca serei

A caligrafia rápida destes versos,

Pórtico partido para o Impossível.

Mas ao menos consagro a mim mesmo um desprezo sem lágrimas,

Nobre ao menos no gesto largo com que atiro

A roupa suja que sou, em rol, pra o decurso das coisas,

E fico em casa sem camisa.





(Tu que consolas, que não existes e por isso consolas,

Ou deusa grega, concebida como estátua que fosse viva,

Ou patrícia romana, impossivelmente nobre e nefasta,

Ou princesa de trovadores, gentilíssima e colorida,

Ou marquesa do século dezoito, decotada e longínqua,

Ou cocote célebre do tempo dos nossos pais,

Ou não sei quê moderno - não concebo bem o quê -

Tudo isso, seja o que for, que sejas, se pode inspirar que inspire!

Meu coração é um balde despejado.

Como os que invocam espíritos invocam espíritos invoco

A mim mesmo e não encontro nada.

Chego à janela e vejo a rua com uma nitidez absoluta.

Vejo as lojas, vejo os passeios, vejo os carros que passam,

Vejo os entes vivos vestidos que se cruzam,

Vejo os cães que também existem,

E tudo isto me pesa como uma condenação ao degredo,

E tudo isto é estrangeiro, como tudo.)





Vivi, estudei, amei e até cri,

E hoje não há mendigo que eu não inveje só por não ser eu.

Olho a cada um os andrajos e as chagas e a mentira,

E penso: talvez nunca vivesses nem estudasses nem amasses nem cresses

(Porque é possível fazer a realidade de tudo isso sem fazer nada disso);

Talvez tenhas existido apenas, como um lagarto a quem cortam o rabo

E que é rabo para aquém do lagarto remexidamente





Fiz de mim o que não soube

E o que podia fazer de mim não o fiz.

O dominó que vesti era errado.

Conheceram-me logo por quem não era e não desmenti, e perdi-me.

Quando quis tirar a máscara,

Estava pegada à cara.

Quando a tirei e me vi ao espelho,

Já tinha envelhecido.

Estava bêbado, já não sabia vestir o dominó que não tinha tirado.

Deitei fora a máscara e dormi no vestiário

Como um cão tolerado pela gerência

Por ser inofensivo

E vou escrever esta história para provar que sou sublime.





Essência musical dos meus versos inúteis,

Quem me dera encontrar-me como coisa que eu fizesse,

E não ficasse sempre defronte da Tabacaria de defronte,

Calcando aos pés a consciência de estar existindo,

Como um tapete em que um bêbado tropeça

Ou um capacho que os ciganos roubaram e não valia nada.





Mas o Dono da Tabacaria chegou à porta e ficou à porta.

Olho-o com o deconforto da cabeça mal voltada

E com o desconforto da alma mal-entendendo.

Ele morrerá e eu morrerei.

Ele deixará a tabuleta, eu deixarei os versos.

A certa altura morrerá a tabuleta também, os versos também.

Depois de certa altura morrerá a rua onde esteve a tabuleta,

E a língua em que foram escritos os versos.

Morrerá depois o planeta girante em que tudo isto se deu.

Em outros satélites de outros sistemas qualquer coisa como gente

Continuará fazendo coisas como versos e vivendo por baixo de coisas como tabuletas,





Sempre uma coisa defronte da outra,

Sempre uma coisa tão inútil como a outra,

Sempre o impossível tão estúpido como o real,

Sempre o mistério do fundo tão certo como o sono de mistério da superfície,

Sempre isto ou sempre outra coisa ou nem uma coisa nem outra.





Mas um homem entrou na Tabacaria (para comprar tabaco?)

E a realidade plausível cai de repente em cima de mim.

Semiergo-me enérgico, convencido, humano,

E vou tencionar escrever estes versos em que digo o contrário.





Acendo um cigarro ao pensar em escrevê-los

E saboreio no cigarro a libertação de todos os pensamentos.

Sigo o fumo como uma rota própria,

E gozo, num momento sensitivo e competente,

A libertação de todas as especulações

E a consciência de que a metafísica é uma consequência de estar mal disposto.





Depois deito-me para trás na cadeira

E continuo fumando.

Enquanto o Destino mo conceder, continuarei fumando.





(Se eu casasse com a filha da minha lavadeira

Talvez fosse feliz.)

Visto isto, levanto-me da cadeira. Vou à janela.

O homem saiu da Tabacaria (metendo troco na algibeira das calças?).

Ah, conheço-o; é o Esteves sem metafísica.

(O Dono da Tabacaria chegou à porta.)

Como por um instinto divino o Esteves voltou-se e viu-me.

Acenou-me adeus, gritei-lhe Adeus ó Esteves!, e o universo

Reconstruiu-se-me sem ideal nem esperança, e o Dono da Tabacaria sorriu.







Álvaro de Campos, 15-1-1928

BBC


Conta-se que, na vida de um grande místico sufi chamado Farid, um rei foi visitá-lo. Ele havia levado um presente para ele, uma bela tesoura, feita de ouro e cravejada com diamantes – muito valiosa, muito rara. Ele tocou nos pés de Farid e deu a ele a tesoura. Farid pegou-a, olhou para ela, e a devolveu ao rei dizendo: “Senhor, agradeço profundamente o presente que você me trouxe. É lindo, mas absolutamente sem utilidade para mim. Seria melhor se você pudesse me dar uma agulha. Não preciso de tesoura, uma agulha servirá.




O rei disse: “Eu não compreendo. Se você precisa de agulha, irá precisar de tesoura também.”

Farid disse: “Estou falando em metáforas. Não preciso de tesoura pois ela serve para cortar e separar coisas. Preciso de uma agulha porque uma agulha junta as coisas. Eu ensino o amor. Todo meu ensino está baseado no amor – colocar as coisas juntas, ensinar as pessoas comunhão. Preciso de uma agulha para que possa juntar as pessoas. As tesouras são inúteis. Elas cortam, desconectam. Da próxima vez que vier, basta trazer uma agulha comum.”



A lógica é como uma tesoura: ela corta, divide as coisas. A mente é uma espécie de prisma – passe um raio de luz branca por ela e imediatamente será dividido em sete cores. Passe qualquer coisa pela mente e você terá uma dualidade. A vida e a morte não são a vida-e-a-morte, a realidade é vidamorte. Deveria ser uma única palavra, não duas, e nem mesmo ter um hífen entre elas. Vidamorte é um fenômeno. Amoródio é um fenômeno. Escuridãoluz é um fenômeno. Negativopositivo é um fenômeno. No entanto, ao passar este fenômeno único através da mente, o que é uno é imediatamente dividido em dois. Vidamorte se torna vida e morte, não apenas são divididas, mas a morte se torna antagônica à vida. São inimigas. Agora você pode ficar tentando fazer com que as duas se encontrem, mas elas nunca vão se encontrar.



Kipling está certo: “O Oriente é o Oriente e o Ocidente é o Ocidente e nunca os dois irão se encontrar.“ Em termos lógicos, é verdade. Como o Oriente pode encontrar o Ocidente? Como o Ocidente pode encontrar o Oriente? Mas, existencialmente, não faz o menor sentido. Eles se encontram o tempo todo. Por exemplo, se você está sentado na Índia: é Oriente ou Ocidente? Em relação a Londres, será Oriente. Mas, em relação a Tóquio, será Ocidente. Então, o que são exatamente, Oriente e Ocidente? Em cada ponto os dois se encontram, e ainda assim Kipling diz: “Nunca os dois irão se encontrar”. Mas os dois estão se encontrando o tempo todo. Não há um único ponto onde não haja ao mesmo tempo Ocidente e Oriente e não há um único homem no qual estes não se encontrem. Não pode ser de outra forma: eles têm que se encontrar – só existe uma realidade, um único céu.

Osho





Verão



Verão
sonhos
que se criam
na antecipação
da Aurora

Não demora

Verão sonhos imaginários

ao contrário

imagens várias


Verão nascentes e poentes

expoentes


Verão Cariocas e Paulistas

Gaúchos e Capixabas

Verão todas as raças
do mundo

em graça


Verão no Monte Pascoal
todo  pessoal

0 que há dentro de

Nós

Desatando verão


A trilha
que Caminha

por sí própria



E no sonho
do valor adquirido
contentarão


Porque verão
as aproximações de antão

Lembrança sempre
dos antigos
verões

De todos os que viram
em todas as estações

capricórnios
aquarianos

Seres de Urano

Tantos

Todos Verão

Irmãos

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Bubble in Space


Water bubble in the sky

loose the face
in the space

Looose 
it 

our
mind
in the sky

Freedon from,
toward life

Yet,
indeed

The sky

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

De um outro blog







MODELO QUÂNTICO DA CONSCIÊNCIA



Gostaria de propor um modelo baseado na primazia da consciência quântica, para uma visão divina. Esse modelo é apenas um reflexo de alguns anos de estudos e observações, assim, mais um ponto de vista de uma verdade relativa minha. Cabe ressaltar, que não tenho a intenção de confrontar com nenhuma tese ou crenças relacionadas ao tema.



Como venho descrevendo em outras paginas do site, uma mistura de pensamentos terceiros e outros meus, podemos imaginar o tão como somos feitos de informações e que essas nos compõe, fazem parte de minha estrutura e da estrutura do universo.



Os temas atuais baseado no novo paradigma quântico relativista vêm ganhando força gerando novas redes neurais e de consciência.



Esse modelo faz parte de alguns momentos de elucubrações, e resolvi publicar, pois se estou publicando pensamentos de outros autores que também são de outros autores, porque não publicaria também os meus que fazem parte desses.





O modelo é uma analogia bem grosseira e simples, mas que da uma idéia melhor do funcionamento quântico da consciência.





A Bacia...



Imaginemos uma bacia com água. Essa bacia é um estado limitado de nossa consciência para uma visão do cosmos, do universo e talvez de Deus. A água é tudo que existe em energia. O “espírito universal” que imaginamos. Agora colocamos um cubo de gelo dentro dessa bacia, esse cubo é você! Seu estado de consciência! Onde você acredita que é algo isolado dessa fonte divina e sua consciência de Deus, talvez abranja apenas a área da bacia. O gelo é água em estado sólido, enquanto a água da bacia em estado liquido, porem ambas são feitas da mesma substancia, da mesma fonte e uma está mergulhada noutra, fazendo parte assim da mesma estrutura.



Porem, o seu estado de consciência é de um bloco, algo fragmentado, que se desloca, por entre as “ondas” da bacia. Agora coloquemos mais um cubo de gelo dentro da mesma bacia, esse sou eu, mais um cubo de gelo dentro da limitada bacia com água definida pelo limitado estado de consciência minha. Ambos os cubos, mesmo fisicamente e aparentemente distantes, um estado ilusório do nosso ser, se interagem, trocam informações constantemente, as águas que derretem e interagem em meu ser, agora fazem parte da água em seu ser, e todo movimento causado pelo meu cubo ser, refletirá no seu cubo ser. Fica complexo discenirmos onde começa um e onde termina o outro, assim como as individualidades.





Essa troca de “informações” ou de “águas” também se interage com o resto do “todo” com a água e com todos outros cubos de gelo que então se fazem imersos. Esse estado comprimido de consciência, o cubo se torna algo em vigília, enquanto que em estado “água” se torna algo mais abrangente e expansivo.





Agora imaginemos um oceano. Nós cubos mergulhados na imensidão. Mas esse oceano, não tem começo e muito menos fim, apenas existe e está lá, como nós cubos no estado atual. Esses cubos são pontos localizados na consciência, estados provisórios e temporários. Dentro dele, esse estado rígido, solido, é aquilo que chamamos de imperfeições, orgulhos, egoísmos, vaidades. Mas há uma contradição nisso. Se somos partes do oceano e estamos nele como ele está em nós, esses estados de dualidade não condiz com a perfeição absoluta da realidade.



Mas se esse universo não tem inicio e nem fim, então o absolutismo não existe, e todas essas imperfeições fazem parte de uma mesma natureza. E se esse universo é uma balança em equilíbrio, tudo que há, faz parte dos pesos que geram esse equilíbrio, nesse caso o que denominamos de imperfeições, são apenas, partes de uma verdade relativa.



Percebemos então, que toda dualidade são pontos relativos de nossa percepção de como funciona as coisas, assim como a mente x corpo, bonito x feio, ruim e bom.





Agora precisamos nos tornar um ser no aspecto onda, porem novos sub-seres farão parte de nossos seres em estado de cubo de gelo, esse processo interminável de renovação de tudo e todos e do todo. Assim posso dizer que ontem estava parcialmente certo e hoje, estou um pouco mais parcialmente certo sobre a natureza quântica da vida e quando aprendermos exercitar a paciência e a ciência da observação, encontraremos a equação divina.







(Notas minhas de pensamentos nossos – Ricardo Angelim)


http://www.fontevida.com.br/page_93.html





quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Atenas

Coruja
conjuro
a vóz
 de todos os cânticos

Aquele que um dia aprouver
de conhecer melhor
o que está por vir

Há de adquirir
o espírito completo
Inefável
Concreto

Que desta realidade mística
não mistifica

Traduz o novo
do outro lado
intacto

Acaso te lembras
de Atenas?

E não percebe hoje
que os gregos mitos
são descritos
pela ciência?

Prometeu do fogo
rompeu com os deuses

tornou-se um deus

Acaso as ciências
filhas da filosofia
são constetadoras destes
mitos
tão antigos?

Percebem elas
que mitos trazem verdades eternas
à mente
do homem

Adivirto
o homem não vive sem mitos
nem virtus

A todos os capazes
Cabe buscar a lenda

Nas calendas tecidas
dos fios de Ariadine

ou Helena

Deslindando a trama

descobrindo ao lado
o Eldorado

Cantando para sirenas
nas veias da capital
Atenas

Revelar Titãs
contemplar manhãs

decifrar Esfinges

fazer
ser

Morrer


Contemplar
astros

Criar figuras

as tuas

Pois Gregos e Troianos

Chineses e Maias
e Babilônios

Criaram as suas


Tantos verdes
vedes

No paraíso
com ambrosia

Ver de verdade
o antigo

Ver o vento da árvore


com a batida quedada
no romper da aurora

outrora um belo Carvalho

Hoje semente de Bambú

E tu?

Já viste
o Olimpo?

Falaste com as musas,

tecestes com as Moiras?


Grande Jasão

segue então

A tua procura

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Natal



Quantos querem saber
Quantos realmente querem?

Como dizer ao seu
vizinho alado
de fato

Queroa fazer de seus sonhos
andares
Subindo escadas
para
Antares



Quantas vezes ficou mudo?

Calado
Profundo


Olhando o negro clarão

da negra noite

Natal


quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Simulação tipo Matrix






No mundo virtual do filme Matrix, não há realmente cidades e nem prédios, que, assim como as colheres e os gatos, são bits no processamento de um programa de simulação rodando em um computador inimaginavelmente poderoso.



As vidas daquelas pessoas não estão acontecendo em uma realidade concreta, do tipo Modelo Padrão da física clássica, mas na memória desse supercomputador.



Talvez soe como disparate para alguns, mas o fato é que muito das nossas vidas atuais já acontece apenas no mundo virtual, na forma de bits: as músicas que ouvimos, as fotos que olhamos, as mensagens que trocamos, não existem mais em discos, porta-retratos e papéis guardados em envelopes.



Tudo está reduzido, ou ampliado, dependendo do ponto de vista, a uma fieira de bits armazenada em uma nuvem computacional de localização incerta, não sabida e, embora não gostemos muito disso, essencialmente volátil.



Assim, simular um mundo virtual do tipo Matrix não deve mais soar tão estranho quanto o seria há alguns anos - por exemplo, hoje já existem esforços no sentido de simular a Terra inteira, embora sem os meandros das vidas pessoais.



O conceito não difícil de compreender: o que é fundamental em uma simulação do tipo Matrix é a criação de um programa que contenha e seja capaz de simular todas as leis da física, de forma a recriar um mundo como o que os nossos sentidos experimentam.



Será necessário então criar interfaces que possam transferir informações de todos os nossos sentidos para o computador, e vice-versa.



É claro que é tudo absolutamente especulativo em termos de realização prática - mas não em termos de verificação matemática das possibilidades.







Este é o simulador quântico de processos estocásticos projetado pelos pesquisadores. [Imagem: Gu et al./Nature Communications]Simuladores quânticos



E é exatamente isso o que estão fazendo Mile Gu, Elisabeth Rieper e Vlatko Vedral, da Universidade Nacional de Cingapura, juntamente com Karoline Wiesner, da Universidade de Bristol, no Reino Unido.



Embora os simuladores computacionais já sejam essenciais para as pesquisas científicas, para o desenvolvimento de novos produtos e materiais, e até para lidar com o mercado financeiro, os cientistas sabem que os computadores clássicos - como esse que você está usando agora - não são páreo para uma simulação da vida real.



Assim, eles já estão fazendo planos para os computadores quânticos.



E a equipe agora descobriu uma nova maneira pela qual os computadores baseados na física quântica poderão superar o desempenho dos computadores clássicos - sim, porque, se ainda não conseguimos fazer programas para computadores comuns sem erros, nem mesmo sabemos como ou quem irá programar os computadores quânticos.



O trabalho agora divulgado implica que uma simulação da realidade do tipo Matrix exigiria menos memória de um computador quântico do que de um computador clássico.



Mas o melhor está por vir.







Os simuladores quânticos já estão se aproximando do uso prático - aqui estão ilustrados três tipos deles. [Imagem: Riken Research]O futuro e a teoria quântica



Os resultados deixam uma lacuna impressionante, mostrando que pode haver uma teoria mais profunda e mais geral abaixo da teoria quântica.



E a pesquisa tem ainda outro aspecto para mexer com a imaginação: a descoberta emerge da consideração fundamental de quanta informação é necessária para predizer o futuro.



Com um pouco de imaginação, é possível dizer que, em uma simulação quântica da realidade, do tipo Matrix, parece haver espaço para algum "Escolhido" entrar na simulação e fazer tudo de modo mais eficiente.



Mas, para fazer isso, é preciso seguir os passos do Arquiteto, e tentar descobrir como ele projetou o mundo.



Processos estocásticos



O grupo analisou a simulação de processos estocásticos, processos onde existem vários resultados possíveis para um determinado procedimento, cada qual com uma probabilidade calculável.



Muitos fenômenos, dos movimentos do mercado de ações até a difusão dos gases, podem ser modelados como processos estocásticos.



Os detalhes de como simular esses processos têm mantido os pesquisadores ocupados há muito tempo.



A quantidade mínima de informação necessária para simular um determinado processo estocástico é um importante tema de estudo no campo da teoria da complexidade, sendo conhecido na literatura científica como "complexidade estatística".



Os pesquisadores sabem como calcular a quantidade de informações inerentemente transferidas em qualquer processo estocástico. Teoricamente, isso define a menor quantidade de informação necessária para simular o processo.



Na realidade, porém, as simulações clássicas de processos estocásticos requerem mais armazenamento do que esses cálculos indicam.







No simulador quântico aberto, um íon interage com o sistema quântico e, ao mesmo tempo, estabelece um contato controlado com o ambiente. [Imagem: Harald Ritsch]Além da física quântica



O que o quarteto agora demonstrou é que os simuladores quânticos precisam armazenar menos informações do que os simuladores clássicos, mesmo os simuladores clássicos ideais.



Isto porque as simulações quânticas conseguem codificar informações sobre as probabilidades em uma "superposição", onde um bit quântico de informação pode representar mais do que um bit clássico.



Mas então veio a surpresa.



Os cálculos revelaram que as simulações quânticas ainda não são tão eficientes quanto poderiam ser: elas ainda têm que armazenar mais informações do que o processo parece precisar.



Isto sugere que a teoria quântica pode ainda não estar "otimizada".



"O que é fascinante para nós é que ainda há uma lacuna," comentou Vedral. "Isso faz você pensar, talvez aqui esteja uma maneira de pensar sobre uma teoria além da física quântica."



Se assim for, então, antes de pensar em programar um computador quântico para criar sua própria Matrix, será necessário descobrir essas leis da natureza mais profundas, para que então elas possam ser simuladas em um computador, e lhe dê o senso de realidade que você espera.



Afinal, se você não compreende todos os meandros da realidade, não pode se candidatar a ser Arquiteto.



Bibliografia:



Quantum mechanics can reduce the complexity of classical models

Mile Gu, Karoline Wiesner, Elisabeth Rieper, Vlatko Vedral

Nature Communications

Vol.: 3, 762

DOI: 10.1038/ncomms17



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Fonte Site inovação tecnológica















Obrigada






















Queridos humanos, obrigado por terem descoberto nossas pegadas.

Suas imagens de nós são bem como erámos, eu e meu companheiro.

Ficamos felizes por nossa descendência ter sobrevivido e agora estar a beira de um novo caminho de evolução.

que vocês permaneçam na Terra tanto quanto nós estivemos.


Com carinho


Lucy

Essênios

A-tua                  A-juda

Te complica





Numa busca
mais antiga

Quem são os Essênios
Há milênios?

Quem de nós

Neste momento após

Vai procurar
a raiz da mostarda

Porque a mostarda foi plantada
A semente vingou
e a grande árvore
está frondosa

Na harmonia que antecipa
a vinda
vida
do
Maytreia

Era o Essênio
que dizia

Era o Profeta
que falava

Talvez agora

no fundo da mata

não se mata

Talvez outrora
da humanidade distante

Um eu errante
buscava carne

agora busca arte

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Renuncie



Renuncie
à pergunta de Kamal

Quem é você

És o TAO?

Porque a gentileza
e tristeza

neste sem fim
de perguntar

argumentar

discutir com si
mesmo

sobre um
futuro
obscuro



Quem é você
nesta união?

entre o rídiculo
e o profundo

priorizando
o mundo


Não diga
sempre
o não
de sempre


Não diga sim
pelo sim

Não diga nada

Não te importa

azedo ou doce

venenoso ou curativo

nada disto
está contigo

Repete a frase

Quem és tu?




Mais além...

vê como te convêm

Dizer tudo para o mundo

num minuto
num segundo


Zen é tradição

Mais do que isto
mais do que
a pergunta

Zen é estar aqui

Não revelar o escondido,
estar contigo

Chega de procurar
estar aqui comigo

Meu amigo

Minha amiga

não agrida

 doce
azedo

do medo

Ser
é
ser