Google+ Badge

terça-feira, 9 de março de 2010

Britânico salva pelotão ao lançar de volta granada jogada por talebãs
Um soldado britânico salvou sua própria vida e a de dois companheiros de pelotão ao pegar do chão e atirar de volta uma granada lançada contra eles por combatentes talebãs, na cidade afegã de Sangin.
Em entrevista à repórter da BBC Caroline Wyatt, o fuzileiro James McKie contou que no último dia 3 de março estava sobre um estreito telhado em Sangin, junto aos dois outros membros de seu pelotão, se protegendo dos tiros disparados pelos combatentes talebãs.
O militar britânico de 29 anos havia acabado de atirar contra os inimigos quando uma granada jogada pelos insurgentes passou pelo seu comandante e caiu a 30 centímetros de seus pés.
O jovem soldado, nascido na Nova Zelândia, tomou a decisão em uma fração de segundo de salvar sua vida e as daqueles dois companheiros que estavam no telhado. Ele pegou a granada e a lançou de volta.
"Eu vi a granada, e meu primeiro pensamento foi que sabia que teria de tirá-la de perto de nós. E meu segundo foi 'eu só espero que isso não doa muito'"
Fuzileiro James McKie
"Eu vi a granada, e meu primeiro pensamento foi que sabia que teria de tirá-la de perto de nós. E meu segundo foi 'eu só espero que isso não doa muito'", narra o soldado, com um sorriso tímido no rosto, à repórter da BBC Caroline Wyatt.
"Quando eu peguei a granada, meus pensamentos estavam com os outros que estavam comigo - o capitão Graeme Kerr e o soldado Holtman", comentou.
"Nós havíamos perdido o cabo Green no dia anterior. Eu não queria passar por aquilo de novo, e não estava preparado para ver outro companheiro do nosso pelotão se ferir. Eu preferia que acontecesse comigo do que com outra pessoa. Então, me joguei em direção à granada e a lancei para fora do telhado", narrou à BBC.
Amigos perdidos
No combate do dia 3 de março, o capitão Kerr teve uma das pernas ferida por estilhaços. O fuzileiro McKie e seu companheiro conseguiram carregá-lo para fora do telhado, juntamente com sua metralhadora. Enquanto isso, mesmo ferido, o capitão continuava se comunicando com o resto da unidade pelo rádio, em busca de uma forma de chegarem à base para escapar dos tiros.
Extraordinariamente, os únicos ferimentos que o soldado sofreu naquele dia foram arranhões no braço e no rosto causados por estilhaços. Dois curativos em sua bochecha esquerda são as marcas mais visíveis daquele dia.
Ele insistiu em permanecer com sua unidade e seguir com seu trabalho, até que seu comandante lhe ordenou que fosse buscar atendimento médico na base.
Ao longo dos últimos seis meses de conflito com o Talebã, ele e seus colegas já tiveram de lidar com as mortes de diversos amigos próximos.
"Eu gostaria de poder dizer que fica mais fácil com o tempo. Meu pelotão de reconhecimento já teve quatro mortos e eu sou o oitavo ferido", conta McKie.
"É o equivalente aos óbitos de uma companhia inteira em apenas um pelotão. Mas você segue em frente. É realmente bom quando você tem todos à sua volta. Quando o time está junto é como se nada pudesse tocar você".
"Você adquiri esse estranho sentimento de que quando voltar para a Grã-Bretanha, eles ainda estarão lá e vão entrar pela sua porta. É como se eles não tivessem realmente partido. Mas quando você está sozinho, é horrível. Aí você sabe que eles se foram mesmo."
Fuzileiro James McKie
"Você adquire esse estranho sentimento de que quando voltar para a Grã-Bretanha, eles ainda estarão lá e vão entrar pela sua porta. É como se eles não tivessem realmente partido. Mas quando você está sozinho, é horrível. Aí você sabe que eles se foram mesmo", conta o soldado em voz baixa.
Pronto para voltar
O fuzileiro McKie está no Exército britânico há apenas um ano, mas seus fuzis enfrentaram em apenas seis meses o equivalente a uma vida de trabalho militar.
Agora ele está a apenas três semanas de encerrar sua jornada no Afeganistão, mas já está ansioso para voltar a Sangin depois de retornar ao seu país, para se juntar novamente aos seus amigos e continuar o trabalho deles.

por que me chamou a atenção? Por que?________________________________________
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2010/03/100309

segunda-feira, 8 de março de 2010

A presença

Nehum de nós se encontra sózinho neste momento.

por onde quer que nossos olhos vaguem encontramos sinais da presença.

A presença é muito importante e deve ser notada.
A presença encontra-se neste momento aqui entre nós, e se manifesta no mesmo momento em que nos colocamos alertas para percebê-la.

Ela está.
Está sempre aqui entre nós,
nos tornando unidos com o que é terno e totalizante.

Ela é.
É sempre a forma como nós a identificamos, como nós a reconhecemos e trocamos.
Mantendo sempre o maior contato possível.

A presença se move junto conosco para todos os lugares.
Como a sombra, mas muito mais do que isto.
Como a luz do Sol e da Lua,
que promovem a existência da sombra que nos acompanha.


Olhando ao redor temos muitas maneiras de identificá-la.

Olhando ao redor, e em uma espiral, voltando os olhos para o centro onde nos encontramos.

A presença envolve a espiral, o centro e a elevação da espiral,
em rotação e alargamento do giro
a partir do momento e existência central.

Estou aqui, em giro espiral contínuo e elevatório.

Giroscópicamente equilibrando-me neste movimento contínuo,
que abarca os movimentos da minha pessoa, da terra, do sistema solar,
da Galáxia e da expansão do Universo.

A presença move-se por todos estes caminhos, em todos estes caminhos.
E continua expandindo-se e alimentando o maravilhoso espaço e tempo
criado pela sua presença.
Sem ausência, nunca.