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terça-feira, 8 de agosto de 2017

Nau











Além do passo
 desta jornada,
que  a alguém dou
 no meio da estrada
o meu sapato velho
que deixei cair
 às margens
dos rios
de onde parti.


quarta-feira, 1 de março de 2017

This is not America

 
 
Minha mente
ainda corre
e eu não posso
parar


Haaa
sangue
no ar

coisas obscenas
em cena

poços de petróleo
jogados no mar

haaa

sangue
no ar
 
Polícia
sem lei
 
Política 
sem lar

o final parece triste
filme noir

haaa

sangue no ar

Mas não

espere
o que é aquilo
um pássaro
um avião?

Não

Não deixe de amar

Há sangue no ar

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

CASAREDO







Resultado de imagem para moça bonita


















Ela mediu
ao todo
o salto

Indo além
alto


Seriam as mesmas

pelos  

mesmos



Casaredo



quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Dripping



Democrart_Jackson_Pollock_Obra1

Arrumo rumores
de gavetas
 entre
laçadas

ao redor
do 
interno
desterro

No partido
escaninho
 deste aparador
sem fim
que move moinhos
 dentro 
de mim

acorrentando
o mal do passado
traçando algo
amargo
do estar aqui a deriva

Sem mar a ver
o que deva acontecer
deste saber

Do meu lado
ao meu lado

Esta coisa
imensa

saber o fim

da memória
de mim

terça-feira, 7 de junho de 2016

URSS



'O Sinal'



Então
nos
encontramos

Neste
espaço
inermediário
intermidiático

Com quantas
lentes
resumimos o passado?

Estes escravos do destino
de quem fez
a foice
e o martelo

sem nada a temer

De criativas
criaturas
algozes sem nome

Dos que descreveram o tempo
perdido
entre sussurros
e
gemidos

Isto é

não como todos

mas sem fim
de fazer

Encontrar
o fim
ser alguém
sem ninguém
de lado a lado
da esfera
clássica
em favor
 da humanidade


Eu digo

sinto muito









LLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLL

sexta-feira, 20 de maio de 2016

quinta-feira, 5 de maio de 2016

Bowie

























Não era minha voz 
entre gemidos
oh oh


Cicatrizes desta era
gênero de usar
o que mais


Sei das desgraças
mas sou um palhaço

Dado
o instante 
em que me fui

Foi digno
o enterro

que lindo

Meu erro

de mudar sempre
e sentir
na mente
a dor inumana

daqueles que sofrem

Oh oh

Sei dizer tanto
com minhas mãos 
geladas

Entortadas
de mexer no mel

Também acho
que morri

Oh Oh

e deixei para
sempre
o salgado ácido
do doce
amargo

Eu sei

você
sabe

já não somos
mais humanos

É triste eu sei

hummm

Sei dizer o que sei

afazeres de maio