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quinta-feira, 20 de junho de 2013

Carinho









Porques

Todas as perguntas
são em vão

Trazendo vielas as ruas
que esquecem




És  verdade
pureza de verdade



Eu aqui
parado e mudo

Mudo



Eu e Ela

ouvindo os passos
no infinito



O tempo cai como uma gota
e se espalha pelo espelho d'agua

de várias cores

Brisa leve
enrrugada
na montanha




quarta-feira, 5 de junho de 2013

Título da postagem




Um final de tarde, em uma estrada do interior próximo a São Paulo.
A comunidade existiu em um local chamado de “Morada do Sol”. Um grupo de três núcleos de construções acima e abaixo de um morro. Um antigo clube de campo, com uma grande piscina e construções abandonadas de bocha e jogo de ferradura.
No topo a antiga sede do clube. Apartamentos construídos para a família dos dois irmãos que lideravam a comuna, mais os escritórios. Para o lado, em outro topo de morro, um estábulo que ajudei a construir e descendo um pouco outras casas-dormitório.
Continuando pela estrada interna, ao pé do morro, o espaço amplo e coberto que servia de refeitório e local de encontro da comuna. Um sino para marcar os acontecimentos.
Anexo, o salão fechado de grupos de crescimento, que poderíamos chamar de local de culto, se fosse um culto o que fazíamos nos campos de energia que lá se realizavam.
Naquele dia descia depois do trabalho com os cavalos, pela estrada que margeava por fora da comunidade, e me sentia muito bem pelas realizações do dia. Estava feliz como dificilmente conseguia ficar, pleno de vitalidade e esperança.
Os dois se aproximaram a cavalo, no garanhão inglês.
Pane me ofereceu os cogumelos que encontrara. Três cogumelos, os primeiros descobertos perto da comuna naquela estação. Ele não queria usá-los, acredito que estava com medo, e sua companheira tinha outros interesses do que usar cogumelos.
Eu aceitei os cogumelos, pois parecia um presente para a finalização daquele dia.
Por que eu peguei a estrada de fora e não a que passava por dentro da comuna? Por que resolvi descer naquela estrada e acabei por encontrá-los voltando de um passeio?

Vai saber...
Como dizia o professor de biologia do Bandeirantes.
Ernesto
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Pane era o companheiro, e sua companheira o grande amor.
Aquilo tudo oferecia para mim razões que não poderia entender no momento. Apenas aceitei os cogumelos e fiquei feliz com a droga que usaria à noite.
Eram poucos, não haveria como dividi-los na minha mesquinhez, então decidi que os comeria sózinho, sem contar a ninguém naquela noite, antes da festa de aniversário de Prabhu.
Por que eu peguei a estrada de fora e não a que passava por dentro da comuna? Por que resolvi descer naquela estrada e acabei por encontrá-los voltando de um passeio?

Vai saber...
Como dizia o professor de biologia do Bandeirantes.
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Retornei ao alojamento, e após o banho preparei os cogumelos ao natural, engolindo-os inteiros
 com pedaços de laranja.
Ninguém sabia disto. Ninguém soube até duas horas depois, quando já estava maluco no jantar
 e contei para o Tim, meu camarada. 
Ele e Themis me levaram então para um passeio
 no alto do morro, em direção a fogueira da festa do Prabhu.

Estávamos longe da festa, no alto do morro,
 quando olhei para o céu.
 E a Lua Cheia, na beleza imensa de aparecer naquele momento me derrubou para trás.
Exclamei Óh!... 
e cai em um leito macio de erva, como recebido em uma cama preparada para mim.
Themis e Tim queriam me tirar daquela posição para continuarmos em direção a festa, 
mas pedi para ficar,
 e por éons contemplei a Lua,
 recebendo cada onda de sua luz em meu corpo estendido no chão.

Foi lá que se iniciou minha entrada nas Portas da Percepção. Céu e Inferno se abriram naquele dia,
 e continuam nesta minha trilha solitária no mundo virtual de nosso planeta.

Mas como assim? Estás doido?

Estou. Estou desde então, e nunca mais voltei.
Aprendi a viver no mundo dos desdoidos.
 Dos doidos e malucos que aceitaram que tudo é: normal,
 não maluquice.

Dos doidos que acham que tudo é maluquice e nada é normal.

Então na mesma noite
um pouco depois da lua cheia
da Páscoa

Olhei para a estrela

Aldebarã?

Não sei


A comunicação se iniciou

bits
e bites
de frequência
alternado
a demência

Sentia então
o poder da luz

como se traduz?

Tentei em vão

Somente o olho da razão

Me dizia que era louco

No depositário de loucos
Clínica de repousos

Disse então

Eu sou um mestre iluminado!



Otário!

Cais-te nas grades
do teu refúgio

Agora és sujo
e de nada adianta o argumento
ou fingimento

Insulina na veia

Cadeia!

Dos céus cai em transe

a insulina ajudou

Agora sou grande
e nada mudou

Sempre atento aos fatos

nenhum ato

Só no meu despertar
vejo a lua nesta
tramela

Ajudado por amigos
fiz de mim

um antológico
ser histórico

Nada fiz para o momento
aos poucos aumento
o transe


Transe!

Que dizer do que vê?

Estrelas e
seres pré-históricos

Sem luz e com luz

abduzido fiz do firmamento
o monumento

Assim sou
E querer dizer que não sou

não ajuda em nada
..

Rússia



Alguém
na Rússia

Me detectou

Avisou os federais
etc e tal...

Promovem a dúvida
na região

É Maya
Kovski

Ou não?


Nyet tovarich


Não sou alguém

Escrevo linhas
e a
Ás 
transcrevo

Enterro o passado
embaixo do pano

Que ano?

!

Foi demais

anos a traz

Digo isto porque devo

devocionalmente
a você

Escreve linhas também?

Diz para mim

esta poesia não
é o fim?


Russo do Renato

Bondade sua me esquecer

Não era exatamente
o que eu pensava de mim

Agora
um retrato do  
pais

neste mesmo modo
de acordum

Não leia mais de mim
há não ser
que algum engano
te faça querer
ser mais do que
é

Ser tudo e nada mais


Frase de alguém

Se Deus nos basta
querer mais 
é querer o supérfluo


Leningrado

São Petersburgo

O filho pródigo 
de Rembrandt
em minha morada

Bem vindo
o que mora na 
Rússia

Seja russo ou outro
que me achou do nada
em qualquer lugar da net

yet





Amanhecer no Templo de Apolo

Wiki



Mitologias além
em Apolo a quem
sibilas profetizavam
sobre ninguém

Estava o dia a manhecer
e eu não sabendo o que dizer

Além deste todo
que continua e continua

está o desacorçoado


Estava eu ao lado

Nínguem sabia

e eu ausente
na noite fria

disse o que dizia
sem mais saber




 BBC




Então planadores
voaram
assim

sem mais nada
do que aviões de papel


Foi tudo

mas aqui um mundo

Apolo se foi
e retornou
na nave lunar
que olhou
um espaço

Daquela montanha Apolo profetizou


Vi muito
diz a lenda

Vi ter

V2

Olho mágico
Telescópico

Nebulosa quente
 portais da mente


NASA

Asim foi
assim será
dissera ela

Foi assim

Pois moiras tecem
o segredo
desta teia
que amarra
e retorce
a cosmovisão
de Adão