sexta-feira, 25 de julho de 2014

Arquivo



Arquivo
morto

desconforto

Rodelas criadas
sem nexo

perfeição no espaço 

Antes mortos
na decepção 
dói

Contraditório
de uma cela
de hospício

Vício da civilização
que consagra
aos loucos
períodos
de reflexão
em pequenos
cubículos

Tímidos

estres seres

ouvem imagens
de anjos
alados

cardos
de marfim

no jardim
do Éden

Pudera

são

formas vazias

de pensamentos
que se atrasam

sem querer
no relógio
de um tempo
vago

da vaga veia
de seus
cérebros
imaculados

Sei que estou errado

do outro lado

ha alguém

permanentemente
sombrio

que prescruta a alma
do lado defora
da entrância
deste nervoso
eu
ao lado
 



sexta-feira, 18 de julho de 2014

Caros

Obvious


Caros 
carros 
caros

Depois de usados

ter
fim
na morte
do além túmulo
de uma pequena
aldeia

na Europa

em guerra

Demente
ao corpo 
surprende
a Catedral de caros
amigos
carentes

Na Catedral ausente
corpos presentes

ver-te
verde

Carentes de viagens
à terra querida

à vida vazia

de quem já foi

Eu no meu
antro
descanso
enfim

Além de mim
ao longe
o pastoreio
da abelhas

zunindo
ausentes
deste
motorista
que um dia
viu
a mim

como sua
namorada
atada

aos pneus velhos

de caros
e antigos
mitos
de feras

guerras

Ao longo
do corpo

Longuiníeo
de um carro
antigo

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Lixo

BBC

Lixo

Demente

pro lixo

Alteando fogo
a uma raça
que se aguenta
firme

em seu espaço
define

que nada 
se destrói

não passa
na mente

que tudo se vai
para o ralo
do esgoto
rançoso

Lixo

pretende ser eterno

Nas mágoas
dos etéreos
seres que o
produzem

Vai lixo

toma teu caminho para
o nada

pois
a humanidade
está fadada

a ser lixo
competente
inconciente

criando
somente
o que pode
ser descartado

Enfim
lixo

aprofunda-se
na terra

traz

este cheiro
de conforto
mofo
para um mundo
morto

Espera lixo

vai com a correnteza

para além de
quem o fez

e traz mais
para
quem o faz

Faz lixo ser
terra
imunda

sem sentido
afunda

para um existir
sem nada
a não
ser
que escrava
deste próprio lixo

há de ser
renovada

porquem carrega
a ti

para o nada

terça-feira, 15 de julho de 2014

Túnel

BBC


Ao longo
do número
o tunel

Numinoso
a nos
levar para
morte

Alguém diz
que morremos
a cada dia

Dito tardio

pois morremos ontem

não hoje

Porque ontem?

Porque ontem já foi
e desprezou
um amanhã
que florecia
em estação
de trem

derramando

provas
das mais variadas
de que 
o amanhã
existe


Mesmo assim

fico calado

Não preparo minha
mente 
para o
que dizer
do futuro

me sinto
imaturo
para tal

seria afinal o fim?

Além do túnel
nuvens e paisagens?

Glórias mil
de campos
de flôres?

Há côres
que dizem tudo

Amarelo

Raiando
o Sol

no lado de cima das nuvens

amarelas
enfim
para
mim

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Nada a declamar

NASA

Mais nada
a declamar
Galáxias no ar

O que mais
dizer
a não ser
o que sou?

Poeira 
de estrêlas

ausentes frescuras
pois carregadas
na mão futura
se tornaram
germes de aço

no infinito
espaço

que separa minha casa da sua

Escuta
eu

o que tenho a dizer

escutar
eu

o que vou fazer

Vou marcar
um tempo
no infinito
 e dizer que além
não há mais 
ninguém

Estou amando
o cadafalso
de minha existência

penduro-me
da corda

que baloiça
como caravela
no espaço

termina
o traço

terça-feira, 1 de julho de 2014

D'agua

http://www.cristianootoni.cam.mg.gov.br


Vertente
água
 corrente

Transfigura
rios
destrói
ninhos

Acalma água
não transfigura
a alma

tráz torrente
quente
em remoinho
rodando

flutuando
na estante
de meus
livros

frios coquetéis
de palavras
em viéz

Sem dor caminho
na água
vertente
da mente



Dor mente
acesso
aos
caminhos
de ferro

palavras sem nexo

Atitudes de seres

Alguém de além
do modo de ser
que procura ter
ausência no ser

Assim com
outro
gosto de mel
da água caliente
desta fonte
ardente

É viver 
a esmo
de mim
mesmo

Esperando enfim
A Glória eterna

Pudera

Sei quem sou

autor 
que
 mina
a vida
de 
minha vida


Nada é obrigatório

Sensório
à
palavra escrita
descrita

no papel azul
deste
Sul
da América

nesta frase sem demora
sem fim

quase ausente
da mente

A água
de fato
tento tanto
tendo tato
para bebê-la

paladar
para contê-la

Vai ao mato
veja a fonte
desloca a ponte

entre mim mesmo
eu mesmo
e voçe

mesmo
que me una 
a ti

nesta ausência
desmedida
da partida
em um trato

feito a amarra
deste navio

que sobe 
o plácido
rio

até
a fonte
da memória

Não vejam a água 
vejam a gota que desagua
no infinito
mar
do além

Sem lei

apenas

rotina

deste
dia a dia

deste estar ao lado
debaixo
d'agua

amarga
quando desce
o rio
que engrandece

a força
da chuva
na escuta
da sirena



podendo ser a amante
perdida
desta
vida

Além

Muito Além

será devolvida
a margem
esquerda
do rio que passou
e esgotou
a alma perdida


quinta-feira, 26 de junho de 2014

Formigas

http://www.paisagismodigital.com

Eu planto flôres
em um jardim
sem côres

Côres passam
na paisagem

Na aragem
no lago

Colhem formigas
minhas folhas
toscas
no jardim 

À espera
da aragem
e da chuva
que atravessa
o lago
para o parto da côr

Decoragem
a margem
do lago

espera

Coragem minhas amigas
Não vêem
que planto flôres
num
jardim
sem côres?

Forço a forma
da côr no canteiro

Inteiro
intero
que mero ser
que planta
erradica
a manta
da nuagem da terra

espera

Forço
o cheiro
deste jardim 
inteiro

no interior da mata
entranhada
pelo
ato
de plantar

E as formigas vem
sábias

Muito além 
sabem quem

no jardim sem
côres

solta flôres

na época
certa