terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Anne

NASA


Antiga Benção Celta




Que o caminho venha ao teu encontro.



Que o vento sempre sopre às tuas costas e a chuva caia suave sobre teus campos.



E até que voltemos a nos encontrar, que Deus te sustente suavemente na palma de sua mão.



Que vivas todo o tempo que quiseres e que sempre possas viver plenamente.



Lembra sempre de esquecer as coisas que te entristeceram,

porém nunca esqueças de lembrar aquelas que te alegraram.



Lembra sempre de esquecer os amigos que se revelaram falsos, porém nunca esqueças de lembrar aqueles que permaneceram fiéis



Lembra sempre de esquecer os problemas que já passaram,

porém nunca esqueças de lembrar as bênçãos de cada dia.



Que o dia mais triste de teu futuro não seja pior que o dia mais feliz de teu passado.



Que o teto nunca caia sobre ti e que os amigos reunidos debaixo dele nunca partam.



Que sempre tenhas palavras cálidas em um anoitecer frio,

uma lua cheia em uma noite escura, e que o caminho sempre se abra à tua porta



Que vivas cem anos, com um ano extra para arrepender-te.



Que o Senhor te guarde em sua mão, e não aperte muito seus dedos.



Que teus vizinhos te respeitem, os problemas te abandonem,

os anjos te protejam, e o céu te acolha.

E que a sorte das colinas Celtas te abrace.



Que as bênçãos de São Patrício te contemplem.



Que teus bolsos estejam pesados e teu coração leve.



Que a boa sorte te persiga, e a cada dia e cada noite tenhas muros contra o vento, um teto para a chuva, bebidas junto ao fogo, risadas que consolem aqueles a quem amas,

e que teu coração se preencha com tudo o que desejas.



Que Deus esteja contigo e te abençoe, que vejas os filhos de teus filhos, que o infortúnio te seja breve e te deixe rico de bênçãos.



Que não conheças nada além da felicidade, deste dia em diante.



Que Deus te conceda muitos anos de vida; com certeza Ele sabe que a terra não tem anjos suficientes…suficientes…

...e assim seja a cada ano, para sempre!



Autoria desconhecida























sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

May way

site obvious



     A way in the space
I know the face

Obvious line
in the sky

So much thing
to tell us
about why


Why the clouds are white
why the sky is blue

Is the mind true?

Because
there is a cause
offering an answer
for the moods
of life



There are minds
and tries

To understand
the sky


So the things
shine



Trying to keep the face

an ideal life


Together of course
because of winds
in the sail

and clouds over
the sea

See

See myself

wondering
about help

See God

answering
things
mean


See my face

Smiling
without trace

of a old story

a man with no glory
that helped a town

like a clown

And nobody look
at his face

To see the meaning
of disgrace

No glory
no
at all

forever a clown

smiling to people
saving their souls

Keep waiting
for the good


Oh my Lord

so what Do we
afford?

Hell or Heaven?



Wake up
little child

nevermind

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Adeus




Solitário
no meu quarto

Oro a Deus
pelo parto

Perto enfim
para o além

Sem medo
de morrer
bem

Sei que estou

Vendo todos
que estão sós

Todos nós

Nós

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

cigarro


http://inadvertidamente.blogspot.com.br/2011/12/visita-tabacaria-de-fernando-pessoa.html


TABACARIA

Não sou nada.

Nunca serei nada.

Não posso querer ser nada.

À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.





Janelas do meu quarto,

Do meu quarto de um dos milhões do mundo que ninguém sabe quem é

(E se soubessem quem é, o que saberiam?),

Dais para o mistério de uma rua cruzada constantemente por gente,

Para uma rua inacessível a todos os pensamentos,

Real, impossivelmente real, certa, desconhecidamente certa,

Com o mistério das coisas por baixo das pedras e dos seres,

Com a morte a por umidade nas paredes e cabelos brancos nos homens,

Com o Destino a conduzir a carroça de tudo pela estrada de nada.





Estou hoje vencido, como se soubesse a verdade.

Estou hoje lúcido, como se estivesse para morrer,

E não tivesse mais irmandade com as coisas

Senão uma despedida, tornando-se esta casa e este lado da rua

A fileira de carruagens de um comboio, e uma partida apitada

De dentro da minha cabeça,

E uma sacudidela dos meus nervos e um ranger de ossos na ida.





Estou hoje perplexo, como quem pensou e achou e esqueceu.

Estou hoje dividido entre a lealdade que devo

À Tabacaria do outro lado da rua, como coisa real por fora,

E à sensação de que tudo é sonho, como coisa real por dentro.





Falhei em tudo.

Como não fiz propósito nenhum, talvez tudo fosse nada.

A aprendizagem que me deram,

Desci dela pela janela das traseiras da casa.

Fui até ao campo com grandes propósitos.

Mas lá encontrei só ervas e árvores,

E quando havia gente era igual à outra.

Saio da janela, sento-me numa cadeira. Em que hei de pensar?





Que sei eu do que serei, eu que não sei o que sou?

Ser o que penso? Mas penso tanta coisa!

E há tantos que pensam ser a mesma coisa que não pode haver tantos!

Gênio? Neste momento

Cem mil cérebros se concebem em sonho gênios como eu,

E a história não marcará, quem sabe?, nem um,

Nem haverá senão estrume de tantas conquistas futuras.

Não, não creio em mim.

Em todos os manicômios há doidos malucos com tantas certezas!

Eu, que não tenho nenhuma certeza, sou mais certo ou menos certo?

Não, nem em mim...

Em quantas mansardas e não-mansardas do mundo

Não estão nesta hora gênios-para-si-mesmos sonhando?

Quantas aspirações altas e nobres e lúcidas -

Sim, verdadeiramente altas e nobres e lúcidas -,

E quem sabe se realizáveis,

Nunca verão a luz do sol real nem acharão ouvidos de gente?

O mundo é para quem nasce para o conquistar

E não para quem sonha que pode conquistá-lo, ainda que tenha razão.

Tenho sonhado mais que o que Napoleão fez.

Tenho apertado ao peito hipotético mais humanidades do que Cristo,

Tenho feito filosofias em segredo que nenhum Kant escreveu.

Mas sou, e talvez serei sempre, o da mansarda,

Ainda que não more nela;

Serei sempre o que não nasceu para isso;

Serei sempre só o que tinha qualidades;

Serei sempre o que esperou que lhe abrissem a porta ao pé de uma parede sem porta,

E cantou a cantiga do Infinito numa capoeira,

E ouviu a voz de Deus num poço tapado.

Crer em mim? Não, nem em nada.

Derrame-me a Natureza sobre a cabeça ardente

O seu sol, a sua chava, o vento que me acha o cabelo,

E o resto que venha se vier, ou tiver que vir, ou não venha.

Escravos cardíacos das estrelas,

Conquistamos todo o mundo antes de nos levantar da cama;

Mas acordamos e ele é opaco,

Levantamo-nos e ele é alheio,

Saímos de casa e ele é a terra inteira,

Mais o sistema solar e a Via Láctea e o Indefinido.





(Come chocolates, pequena;

Come chocolates!

Olha que não há mais metafísica no mundo senão chocolates.

Olha que as religiões todas não ensinam mais que a confeitaria.

Come, pequena suja, come!

Pudesse eu comer chocolates com a mesma verdade com que comes!

Mas eu penso e, ao tirar o papel de prata, que é de folha de estanho,

Deito tudo para o chão, como tenho deitado a vida.)





Mas ao menos fica da amargura do que nunca serei

A caligrafia rápida destes versos,

Pórtico partido para o Impossível.

Mas ao menos consagro a mim mesmo um desprezo sem lágrimas,

Nobre ao menos no gesto largo com que atiro

A roupa suja que sou, em rol, pra o decurso das coisas,

E fico em casa sem camisa.





(Tu que consolas, que não existes e por isso consolas,

Ou deusa grega, concebida como estátua que fosse viva,

Ou patrícia romana, impossivelmente nobre e nefasta,

Ou princesa de trovadores, gentilíssima e colorida,

Ou marquesa do século dezoito, decotada e longínqua,

Ou cocote célebre do tempo dos nossos pais,

Ou não sei quê moderno - não concebo bem o quê -

Tudo isso, seja o que for, que sejas, se pode inspirar que inspire!

Meu coração é um balde despejado.

Como os que invocam espíritos invocam espíritos invoco

A mim mesmo e não encontro nada.

Chego à janela e vejo a rua com uma nitidez absoluta.

Vejo as lojas, vejo os passeios, vejo os carros que passam,

Vejo os entes vivos vestidos que se cruzam,

Vejo os cães que também existem,

E tudo isto me pesa como uma condenação ao degredo,

E tudo isto é estrangeiro, como tudo.)





Vivi, estudei, amei e até cri,

E hoje não há mendigo que eu não inveje só por não ser eu.

Olho a cada um os andrajos e as chagas e a mentira,

E penso: talvez nunca vivesses nem estudasses nem amasses nem cresses

(Porque é possível fazer a realidade de tudo isso sem fazer nada disso);

Talvez tenhas existido apenas, como um lagarto a quem cortam o rabo

E que é rabo para aquém do lagarto remexidamente





Fiz de mim o que não soube

E o que podia fazer de mim não o fiz.

O dominó que vesti era errado.

Conheceram-me logo por quem não era e não desmenti, e perdi-me.

Quando quis tirar a máscara,

Estava pegada à cara.

Quando a tirei e me vi ao espelho,

Já tinha envelhecido.

Estava bêbado, já não sabia vestir o dominó que não tinha tirado.

Deitei fora a máscara e dormi no vestiário

Como um cão tolerado pela gerência

Por ser inofensivo

E vou escrever esta história para provar que sou sublime.





Essência musical dos meus versos inúteis,

Quem me dera encontrar-me como coisa que eu fizesse,

E não ficasse sempre defronte da Tabacaria de defronte,

Calcando aos pés a consciência de estar existindo,

Como um tapete em que um bêbado tropeça

Ou um capacho que os ciganos roubaram e não valia nada.





Mas o Dono da Tabacaria chegou à porta e ficou à porta.

Olho-o com o deconforto da cabeça mal voltada

E com o desconforto da alma mal-entendendo.

Ele morrerá e eu morrerei.

Ele deixará a tabuleta, eu deixarei os versos.

A certa altura morrerá a tabuleta também, os versos também.

Depois de certa altura morrerá a rua onde esteve a tabuleta,

E a língua em que foram escritos os versos.

Morrerá depois o planeta girante em que tudo isto se deu.

Em outros satélites de outros sistemas qualquer coisa como gente

Continuará fazendo coisas como versos e vivendo por baixo de coisas como tabuletas,





Sempre uma coisa defronte da outra,

Sempre uma coisa tão inútil como a outra,

Sempre o impossível tão estúpido como o real,

Sempre o mistério do fundo tão certo como o sono de mistério da superfície,

Sempre isto ou sempre outra coisa ou nem uma coisa nem outra.





Mas um homem entrou na Tabacaria (para comprar tabaco?)

E a realidade plausível cai de repente em cima de mim.

Semiergo-me enérgico, convencido, humano,

E vou tencionar escrever estes versos em que digo o contrário.





Acendo um cigarro ao pensar em escrevê-los

E saboreio no cigarro a libertação de todos os pensamentos.

Sigo o fumo como uma rota própria,

E gozo, num momento sensitivo e competente,

A libertação de todas as especulações

E a consciência de que a metafísica é uma consequência de estar mal disposto.





Depois deito-me para trás na cadeira

E continuo fumando.

Enquanto o Destino mo conceder, continuarei fumando.





(Se eu casasse com a filha da minha lavadeira

Talvez fosse feliz.)

Visto isto, levanto-me da cadeira. Vou à janela.

O homem saiu da Tabacaria (metendo troco na algibeira das calças?).

Ah, conheço-o; é o Esteves sem metafísica.

(O Dono da Tabacaria chegou à porta.)

Como por um instinto divino o Esteves voltou-se e viu-me.

Acenou-me adeus, gritei-lhe Adeus ó Esteves!, e o universo

Reconstruiu-se-me sem ideal nem esperança, e o Dono da Tabacaria sorriu.







Álvaro de Campos, 15-1-1928

BBC


Conta-se que, na vida de um grande místico sufi chamado Farid, um rei foi visitá-lo. Ele havia levado um presente para ele, uma bela tesoura, feita de ouro e cravejada com diamantes – muito valiosa, muito rara. Ele tocou nos pés de Farid e deu a ele a tesoura. Farid pegou-a, olhou para ela, e a devolveu ao rei dizendo: “Senhor, agradeço profundamente o presente que você me trouxe. É lindo, mas absolutamente sem utilidade para mim. Seria melhor se você pudesse me dar uma agulha. Não preciso de tesoura, uma agulha servirá.




O rei disse: “Eu não compreendo. Se você precisa de agulha, irá precisar de tesoura também.”

Farid disse: “Estou falando em metáforas. Não preciso de tesoura pois ela serve para cortar e separar coisas. Preciso de uma agulha porque uma agulha junta as coisas. Eu ensino o amor. Todo meu ensino está baseado no amor – colocar as coisas juntas, ensinar as pessoas comunhão. Preciso de uma agulha para que possa juntar as pessoas. As tesouras são inúteis. Elas cortam, desconectam. Da próxima vez que vier, basta trazer uma agulha comum.”



A lógica é como uma tesoura: ela corta, divide as coisas. A mente é uma espécie de prisma – passe um raio de luz branca por ela e imediatamente será dividido em sete cores. Passe qualquer coisa pela mente e você terá uma dualidade. A vida e a morte não são a vida-e-a-morte, a realidade é vidamorte. Deveria ser uma única palavra, não duas, e nem mesmo ter um hífen entre elas. Vidamorte é um fenômeno. Amoródio é um fenômeno. Escuridãoluz é um fenômeno. Negativopositivo é um fenômeno. No entanto, ao passar este fenômeno único através da mente, o que é uno é imediatamente dividido em dois. Vidamorte se torna vida e morte, não apenas são divididas, mas a morte se torna antagônica à vida. São inimigas. Agora você pode ficar tentando fazer com que as duas se encontrem, mas elas nunca vão se encontrar.



Kipling está certo: “O Oriente é o Oriente e o Ocidente é o Ocidente e nunca os dois irão se encontrar.“ Em termos lógicos, é verdade. Como o Oriente pode encontrar o Ocidente? Como o Ocidente pode encontrar o Oriente? Mas, existencialmente, não faz o menor sentido. Eles se encontram o tempo todo. Por exemplo, se você está sentado na Índia: é Oriente ou Ocidente? Em relação a Londres, será Oriente. Mas, em relação a Tóquio, será Ocidente. Então, o que são exatamente, Oriente e Ocidente? Em cada ponto os dois se encontram, e ainda assim Kipling diz: “Nunca os dois irão se encontrar”. Mas os dois estão se encontrando o tempo todo. Não há um único ponto onde não haja ao mesmo tempo Ocidente e Oriente e não há um único homem no qual estes não se encontrem. Não pode ser de outra forma: eles têm que se encontrar – só existe uma realidade, um único céu.

Osho





Verão



Verão
sonhos
que se criam
na antecipação
da Aurora

Não demora

Verão sonhos imaginários

ao contrário

imagens várias


Verão nascentes e poentes

expoentes


Verão Cariocas e Paulistas

Gaúchos e Capixabas

Verão todas as raças
do mundo

em graça


Verão no Monte Pascoal
todo  pessoal

0 que há dentro de

Nós

Desatando verão


A trilha
que Caminha

por sí própria



E no sonho
do valor adquirido
contentarão


Porque verão
as aproximações de antão

Lembrança sempre
dos antigos
verões

De todos os que viram
em todas as estações

capricórnios
aquarianos

Seres de Urano

Tantos

Todos Verão

Irmãos

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Bubble in Space


Water bubble in the sky

loose the face
in the space

Looose 
it 

our
mind
in the sky

Freedon from,
toward life

Yet,
indeed

The sky