segunda-feira, 6 de julho de 2015

Guerra

















 







 Eu
quando deixei
de fazer 
a guerra

tremi
em
meu corpo

pois morro  depois daquilo

Eu vi
tudo

conheço

e meu coração

tem na marca
da adaga
do prisioneiro ferido
o antigo
hábito
de sangrar

Ademais
já morri

Não de todo
mas muito de mim

Aquilo que
eu vejo
agora
só retorna do abismo

do que vivi

antes de morrer

Eu fui

eu era




já
não sou mais

capaz

 




































Agosto




















Agosto
e tremendamente
diferente

que o mar morto

Agosto
não pensa em diversão

segue a linha

da estação

detesta ser molestado

pelo que
ela pensa

Ela quem

vagadunda

disse na rua
que passaria sem ele

Aborto
de nuvens
na chuva

Agosto
não gostou

e eu
aqui
sem dinheiro
contrabandeando
o cheiro

de espera 
duma
primavera
incerta