sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Mergulho














Mergulho
em pensamentos

retos
e lentos

límpidos


Das coias que sei

nada sei

de tudo o que 
me fora dito
ao infinito

encontro alguém
que me diz
vem!

Passo a passo
iliterato

encontro no
tato

para

seguir

a Ele

Não ele

mas A Ele

como falavam os profetas
e diziam
os poetas

quem sou
eu para dizer
a ti
o que vi?

Eu mesmo
desfaleço

e minha memória
se acomoda
a roda
que transfigura
a altura
deste ser

Que é

e não pode
ser mais do que ser

pois ser é tudo

Imagem que trás

a vida

em cima

da vinha

em que permaneço

acabado

no meu fardo
descarreagado
e enxerguei

pois a memória me trouxe

outrora

uma paixão que resolvi não
ter

este prazer
de dizer

que vi

o que não
vi

li



de viver

quarta-feira, 19 de novembro de 2014


Vejo o dia 
de hoje

como um
amanhã
sem sol

Vejo o dia 
de amanhã

com resplendor
de um ato

digno
de fazer

feliz
no ocaso

de minha vida
perdida

Sou triste

nesta primavera
bela

Sou triste

no

que aparece


ser conversa
como
 absoluto

Quem sou eu
afinal

Um bêbado
sedento
da vida?

Uma prosa

 feita

sem saber
o que dizer?

Seja lá

o que for

sou morto
por
dentro

aflito
resignado

Na primavera

eu enlouqueço

esqueço
de mim mesmo

Sei que
parti

e duvido que
volte

A morte 
me espera

aguento o
 sofrimento
de eras


Estou só

muito só

Entre árvores
e formigas
por quem alimento
a intangível

volta no olhar


apenas estar aqui

escutando
a fragata
no mar

apenas estar




Fui aderente

ao meio
em que vivi

fui ausente
ao meio a que vivi

isto
mais nada





Estou em 

algum lugar

para ligar

isto a isto

que fiz de mim

na ausência

de eu mesmo