terça-feira, 1 de julho de 2014

D'agua

http://www.cristianootoni.cam.mg.gov.br


Vertente
água
 corrente

Transfigura
rios
destrói
ninhos

Acalma água
não transfigura
a alma

tráz torrente
quente
em remoinho
rodando

flutuando
na estante
de meus
livros

frios coquetéis
de palavras
em viéz

Sem dor caminho
na água
vertente
da mente



Dor mente
acesso
aos
caminhos
de ferro

palavras sem nexo

Atitudes de seres

Alguém de além
do modo de ser
que procura ter
ausência no ser

Assim com
outro
gosto de mel
da água caliente
desta fonte
ardente

É viver 
a esmo
de mim
mesmo

Esperando enfim
A Glória eterna

Pudera

Sei quem sou

autor 
que
 mina
a vida
de 
minha vida


Nada é obrigatório

Sensório
à
palavra escrita
descrita

no papel azul
deste
Sul
da América

nesta frase sem demora
sem fim

quase ausente
da mente

A água
de fato
tento tanto
tendo tato
para bebê-la

paladar
para contê-la

Vai ao mato
veja a fonte
desloca a ponte

entre mim mesmo
eu mesmo
e voçe

mesmo
que me una 
a ti

nesta ausência
desmedida
da partida
em um trato

feito a amarra
deste navio

que sobe 
o plácido
rio

até
a fonte
da memória

Não vejam a água 
vejam a gota que desagua
no infinito
mar
do além

Sem lei

apenas

rotina

deste
dia a dia

deste estar ao lado
debaixo
d'agua

amarga
quando desce
o rio
que engrandece

a força
da chuva
na escuta
da sirena



podendo ser a amante
perdida
desta
vida

Além

Muito Além

será devolvida
a margem
esquerda
do rio que passou
e esgotou
a alma perdida


quinta-feira, 26 de junho de 2014

Formigas

http://www.paisagismodigital.com

Eu planto flôres
em um jardim
sem côres

Côres passam
na paisagem

Na aragem
no lago

Colhem formigas
minhas folhas
toscas
no jardim 

À espera
da aragem
e da chuva
que atravessa
o lago
para o parto da côr

Decoragem
a margem
do lago

espera

Coragem minhas amigas
Não vêem
que planto flôres
num
jardim
sem côres?

Forço a forma
da côr no canteiro

Inteiro
intero
que mero ser
que planta
erradica
a manta
da nuagem da terra

espera

Forço
o cheiro
deste jardim 
inteiro

no interior da mata
entranhada
pelo
ato
de plantar

E as formigas vem
sábias

Muito além 
sabem quem

no jardim sem
côres

solta flôres

na época
certa

Semente

http://julima5.blogspot.com.br/2012/05/semente-do-sucesso.html






Esteja nú
nesta semente
tudo que faz

Com que
o Universo aqueça
a pérola
corrente
na pérgola do jardim

Assim diz
o que não corrige a frase

Traze a mim
a estrela
deste momento

Só passará uma vez
e terá vez
de passar

para trás

aquilo 
que levou
consigo

antigo

contigo

o novo despertar

da Lua a 
dentrar 
no jardim da
pérola
pérgola

Asssim 
a semente
ausente
a este 
despertar
há de lutar
de suas estranhas
entranhas
a colocar
sem tido
o fim da frase
na fase
da estação
da união
de seres amados

pérgola no jardim
de uma fonte
sussurrante

balouçante
Jasmim

acorda enfim

a semente
nua
que era tua

para ser feliz

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Piloto

 http://www.214squadron.org.uk/Personnel_h_M.htm


um homem no ar

vai com o tempo esquecido
pois morreu
em luta
contra
a culta 
Alemanha

Sobrevoava
o local
caças
a mil

adentravam o céu
tentando derruba-lo

Lutou fortemente
em seu bombardeio
na mente

contra o céu
de mentes
que lutavam
inconseguentes

Lutava
numa guerra
outrora gloriosa

a última guerra

depois vieram outras

Num mundo sem guerra
teria sido
um tradutor
da paz na Inglaterra

Mas morreu na guerra

lutando contra nazistas

e ficou na lista

dos que ficaram

na morte

sem sorte de voltar a amada

sem nada

Apenas uma foto

de um homem não esquecido

querido por seus camaradas
intactas suas vitórias

e a derrota no ar

contra caças alados

metralhado

Morreu

Adeus

 Assim era ele

e assim se foi

Na guerra
que se foi

o sonho da paz


quinta-feira, 12 de junho de 2014

Amor

Amor é uma palavra 
sem nome
sem data
sem fome

Se alimenta de horizontes
planos e montes

Caindo ao redor 
de pétalas
de flores
e ontem

Amor
trás consigo
vida

alimenta
a ida
dos
que foram 
para a guerra

entrega
aos montes
os horizontes
do soldado
sem fome

Amor
segue
em frente

ausente
em pessoas
sem asas

E as aladas

viram
beija-flores

colhendo
ao longe pétalas
aos montes
ao regaço
de um lago

Montes carregados
pelas areias
do tempo

sem lamento
apenas estrada

Amor

que nada

ao luar da estação

no lago florido
de então

quarta-feira, 4 de junho de 2014

O Caminho das pedras Capíltulo 4(5) O muito Grande


E você? 
Quem és tu
disse Janaína.

Sou a voz que clama no Deserto!

Janaína já ouvira isto,
era Bíblico.
Mas de onde?

Você, digo você,
quem é você para perguntar isto?

Sou JB

João Batista.

João Batista?
Pensei que fosse 
nome de wiskhy
disse Túlio

Janaína se aproximou.
E o que é a vóz que clama no deserto?

É o anúncio de Jesus


Aquilo era estanho,
ela estava numa viagem 
e sendo evangelizada

-João Batista,
o que anunciou Jesus

-Isto!


-Mas porque você
diz isto?

É João Batisa menmo?

-Não, 
me chamo João
e isto faz parte das escrituras.

João, nunca nos falamos.
Você sempre tinha este jeito
de Jesus Freak

Mas quem é este Jesus
que você
fala?


sexta-feira, 30 de maio de 2014

O nada

  

A vida é um nada
uma carcaça incoerente
ditando inocente
o que devemos fazer

A ter que morrer
do nada

neste inverno

a ter que viver
no nada

neste verão

Renascer

brotar

morrer

de estação em estação

comendo
a si próprio

do infinito longe

ao infinito
perto

Estou com fome
diz  distante

e distante
é aprazível

sente o mel da abelha

pousando no céu

escuro de maio

antes do outono que se vai

A vida segue

assim
de leve

do nada aparece

viva e perene

ausente

no firme aumento

do parente
que se foi

A morte segue
este fim

És como causa
de morrer
distante

Sem palavras para contar

medito sobre isto tudo

sobre o que vem e vai

sobre o que sobe e desce

reagindo às marés
mares de abril

aos fogos
de anil

dos montes verídicos

distantes

desta terra

imagine

pondera

sobre o triste fim

da vida eterna

sobre o fim 
do gigante

amado e distante

O que enfim
acontece
e devanece no ar?

Para muitos não o nada

Para todos

as vezes o ser

contudo

se esvai no absurdo

da vida gigante

que nada

no nada