sexta-feira, 22 de novembro de 2013

O Caminho das Pedras Capítulo 2 (6)

Desconhecida



Independe, do lodo o Lótus

-Quê...?

-A Flor de Lótus nasce do Lodo putrefado.
-Vou parar Professor, é muito prá minha cabeça.
-Eu sei, vou tentar conversar mais com você.
Pelo menos você pergunta o praquê...

-Desculpe o Louco.
-Vou desculpar se você me chamar de Spock ...
-Tá, ok, até mais Spock, longa vida e prosperidade.

Spock fez o sinal com os dedos.
-Longa vida e prosperidade, até a próxima aula, ou antes...

-Vou te chamar de Louco de novo.

-Você que sabe, e sorriu.

-Vou para a Cantina,
quer ir comigo?

-Até mais Jana.

-Inté Spock.

Jana caminhou pensando com seus botões.
-Báh, besteira, nem tenho botões...

E seguiu para a Cantina pelo caminho de pedras que margeavam a sanga.

Poder

NASA


Pode tudo

Crias 

estrêlas

Desenvolvê-las

extinguilas


Posso ser 
o que
você
é

Eu possso
você
pode

Nós podemos
ser amigos

no infinito

 Alguns seres me imaginam
assim

Outros me imaginam
assado

Cansado de ser, almejo o dever
de tentar ignorar
o que é fácil

Iníquo
do Fim


Assim
é a Terra

há alguns anos

Bilhões com certeza

e mais além
o respiro
profundo
de meu eu

Sou eu 

sou tu

sou mudo
e falo
tudo


Poder

poder
perder

Morrer

à distância

no espaço

ao meu lado

Venha

NASA

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Estação Especial

NASA





Em 
Especial
uma 
 Estação

Estática,
na
Rádio
da 
Atmos
esfera

Atmos

Terra]]]]]]]]]]]]]]]]Estação

Nação

Internacional

Grudada
ao lado
no
Espaço




Entre o eu
e o
você

Cadê?

Cadê?

O sonho
sem Demônio?

Cadê Marte
com
Arte?


Esperas tu
pelo porvir?

Esperas além pela morte? Vais para onde, Óh Humano?
Vaispara morte, e aoAlém?


Infinito espaço
a descobrir

E a mente
ao se
seguir


Sendo eu
um Ateu

Acredito
em tudo

Pois o Mundo

é do Domínio
do

Dominó





Sendo
eu

Teista

Acredito
em
Ti




Sendo

Você

o jogador

Eterno

Mudando
pares
e

E
M

P
A
R
E
S


Casório dos dois

Lua e Sol

Estação e Terra






Caminhas sem guerra?


Trazendo
caminhos

que no infinito

Não terás
que pensar?

Vai tu,

além.

Vai a Marte
e
as Estrêlas.


Mil sons

de um

Universo
que
ex-cede

Sêde
do
tudo

Um caminho sobre Estrêlas

Conta-ás

Mil

Não vai parar

Contas
ao Luar

de um colar

Anel
sem fim

PLIM


Vórtice ao longe

que esconde

O buraco negro

Preto

escuro


Lata de lixo das esferas, levando energia para o outro lado


Alado,

com firmamentos
de
confirmamentos

Da nossa
graça

Graça

No Poente
e
Ocidente

Oriente
o próximo
amanhecer

de nascer

a Literatura
da
Lua

Poema
sem versos

Ad- versos


Adendos mil

à Estação

Primavera
no Sul



























































































































































































































O amor espera

O amor espera-nos
Um amor imenso acolher-nos-á à nossa chegada à vida eterna. Não sabemos bem os detalhes mas isso não tem muita importância. O Deus das Surpresas reserva-nos tudo aquilo que nos fará mais felizes. Porque, apesar de tudo, fomos feitos para o amor e no Fim, o próprio Amor apertar-nos-á nos seus braços. Junto das três pessoas divinas, estarão todos os que nos precederam, encantados por nos ver chegar finalmente. Na vida presente, sentimo-nos muitas vezes como corredores de maratona abandonados; mas ali, pelo contrário, entraremos num grande estádio, em que a inúmera multidão se levantará para nos aclamar. Certamente que nesse momento cairemos de joelhos e choraremos, mas serão lágrimas de alegria, não de tristeza. Deus pegarnos-á na mão e apresentar-nos-á à comunidade reunida onde cada um, sem excepção, se decalara a favor de nós.
Se isto nos pareceu estranho, lembremo-nos do filho pródigo. O Pai nem espera que o filho chegue. Corre para abraçá-lo e leva-o para casa. Veste-o com roupas de festa para o apresentar orgulhosamente a toda a assembleia.
Quando estamos à cabeceira de moribundos, podemos lembrar-lhes que estão a caminho do coração do amor. O amor vem buscá-los para ir para casa, dizendo: Levanta-te, minha amiga,  minha querida, e vem! Porque é assim, o inverno passou... Mostra-me a tua cara, faz-me ouvir a tua voz; porque a tua voz é doce e a tua figura agradável (Cor 2, 10-15). Que mais poderíamos querer?
Adaptado de Brian Grogan, SJ: Where To From Here? The Christian Vision of Life After Death. Dublin, Veritas, 2011.

terça-feira, 19 de novembro de 2013

A Travessia












As primeiras memórias vêem  dos tempos em que colectávamos conchas na praia e juntas passávamos horas transformando os dias de sol em colagens. O que mais me fascinava era ver as conchas, puros elementos da natureza, coladas lado a lado se transformarem em outras formas, num acto de cumplicidade entre mãe e filha. Para ela, talvez o início das colagens mais tarde feitas com outros materiais. Para mim, aos 6 anos, o despertar para a arte, espontânea  e conectada com a natureza.


A sua primeira visita à Ar.Co, escola de arte, foi feita comigo de mão dada. Ficava em Alfama, perto de casa, na rua dos nossos passeios. Visitamos os estúdios, conhecemos os mestres, e eu fascinada olhava as paredes caiadas de branco. Esse branco que se tornou no cenário de uma nova etapa cheia de cores, para ela e para mim. Aos dez anos, eu ouvia dela as descrições de cada aula que tinha sobre a luz e a cor às quais eu respondia com os meus olhos a brilhar. Para mim intrigante, para ela uma viagem ao encontro da sua arte.



Orgulhosa, via-a também ser administradora de uma revista e receber o primeiro prêmio numa exposição. Mas logo a seguir veio o exílio. Juntas fizemos a travessia. Chegamos ao Brasil. A arte se transformou numa forma de sobrevivência, não só como ganha pão, mas também como equilíbrio emocional.



Por onde trabalhou arranjou sempre maneira de nos expor à arte. As aulas de Ballet que ela acompanhava proporcionaram a mim e à minha irmã horas de dança sem fim. O conservatório onde ensinou abriu portas para que todos os filhos aprendessem um instrumento.



A nossa casa se tornou num espaço de artistas de várias áreas, pessoas de várias cores e tendência políticas. Todos eram bem-vindos. Se tinham um instrumento tocavam.  Se eram actores a casa era seu palco. Se ainda não conheciam seu dom eram convidados a ser gente. No chão, os panos de cor que ela cortava, costurava, montava e nos dizia emocionada que estava a criar novos espaços. Penso que para nos ensinar a nunca ficarmos limitados às paredes da nossa realidade.



E assim crescemos, 5 filhos envolvidos em arte debaixo do amor desta loba mãe.



Os seus panos collage se transformaram em inúmeras exposições muitas vezes acompanhadas de outras artes, música, dança, artes marciais. Nascia o projecto cor, som e movimento. Em cada profissional que conhecia um amigo que adicionava, em cada aluno que tinha um filho que adoptava. Em cada pessoa que tocava uma transformação.



Foram 13 anos de muita luta, muita adversidade, muito trabalho e muito crescimento sempre vivido com muita exuberância.



Mas era tempo de mais uma travessia desta vez rumo à terra mãe. Primeiro eu, depois ela. Lembro-me ainda da sua dor ao deixar no Brasil os filhos homens. Mas o mar e o amor nos unia e a vida apresentava novos desafios.



Em Lisboa retomou suas actividades de ensino de música em paralelo com as artes plásticas. Novos amigos, novos projectos, metafísica e conhecimento. O mundo se expandia.



A dois anos da reforma uma bolsa para fazer mestrado.
Entre o Brasil, Portugal e os Estados Unidos conseguiu reunir os elementos que precisava para concretizar este desafio. Nos últimos anos dividiu-se entre os filhos nos três países e onde continuou a plantar novos projectos.



Em 2004 surge a poesia.
Palavras Soltas.
Em 2010 o primeiro livro.
Em 2012 partiu ... sem aviso prévio.
Sempre a nos surpreender.



Mas um ser como este não desaparece.
Multiplica-se através de nós,
Dando um novo significado ao lado de lá.



Hoje, retorna connosco ao Porto, terra onde nasceu.



 Leonor Alvim Brazão








 Maria Leonor de Mello Miranda Mendes Pereira e Alvim

O brilho do Sol












Vai te iluminar todos os dias, de todas as maneiras                                                                  E Lima
com amor
e afeição

Trazendo coragem
para enfrentar a viagem

Trazendo alegria 
para todo o dia


Vai te iluminar todos os dias,
 de todas as maneiras
com amor
e afeição

Trazendo coragem
para enfrentar a viagem

Trazendo alegria 
para todo o dia




O brilho do 
Sol

traz a Lua
atras

Sempre 
alerta

para as estrelas

Traz os
Universo 
todo

alem do
modo

que faz o Quasar

traz Paz