quinta-feira, 16 de maio de 2013

Erro e aceito


Todas as
manhãs


acordo

E reverto o erro

do medo

Vejo o Universo ao lado
alado


Minha mente
se cala

E fala 
Deus
Universo

dentro
de mim

e ao meu lado

Reverbera o sino
em Cassino
Reverbera o monte
que guando 
chegamos
o bombardeio de
Treblinka
assassinou


Não assassino

assino



Há sinos tocando na Catedral

Sinos de Belém

No Brasil
e  Jerusalém


Tanta falta do mosteiro

Mas a terceira ordem
de Francisco
diz
que o Mosteiro 
está aqui

Aqui na casa

dos que casam

E vivem felizes para sempre

no Universo ao lado
com vizinhos amados


Acredito no fardo

pois ao lado está o outro

que no diálogo
seduz

sem cruz


que ofereça
a dor
sem amor



Sinto muito a solidão

Então
ao meu lado

o dardo
machuca o coração

Cupido

E o sangue quente
amorna o coração
frenquentemente
de Adão


Dá de tudo
sem
luto

Oferece
a prece

sem medo


Acredita no
céu
na terra

e na esperança

da

criança


Vou então para o
quarto
e oro ao meu lado

com
Deus calado

ouvindo
minha prece

Ele diz


Não se apresse


O muno muda


E mudo fico

Sem medo do erro

pois o erro conduz

ao alvo

caminho

do

salvo




terça-feira, 14 de maio de 2013

O que fazer?

                                                                                                       NASA




O vento soprando sobre estas paragens
relembra meu início
há muitos e muitos 
anos

Quando ainda me encontrava preso
a esta vida

O amor era algo
inevitável para mim

Mas quando enfim
o alcançaria?

Num determinado dia
ao longo da minha infância
o sentido nasceu

Do vento
a lembrança da eternidade

Perdida e buscada
a eternidade se tornou
o ponto para mim

Aquela de onde vim
e retorno

Há muitos e muitos tempos
perdidos à distância




A ideia gerou em mim
a ambição de poder explicar

O fim estava a Kilometros
de distância

Mas a verdade surgiu

inesperadamente



O meu universo se altera
é inevitável

Mas as lembranças 
são repetidas
em continuum


A morte não existe

Separa as eras 
e as memórias

Mas não existe

Nem há existência sem ela



Existe
multiplica 
e adiciona
ao ato
a
criatividade

Atua sobre
e adiciona ao ato
a criatividade

Atua sobre o indivíduo
e a humanidade

Importa

Mas sem o desejo
obscuro
de distrair
o mistério



A beleza de criação
não explicá-la
 é
amor


O entendimento se altera
com a pergunta

é o início
que prenuncia o fim


Aos que amam
 a verdade
é passada
além do mistério
das vozes ao vento

Além do mar
está o domínio do mar

sobre as ondas paira o silêncio da morte


Nunca houve ser humano

não Crístico

capaz de humilhar ao outro
sem ignorar sua própria
essência

Estas palavras,
Estas palavras

Não são ditas 
com o sentido pleno
da verdade


Refeito a partir de uma escrita de 9/11/99




Luto


Pirâmide maia de 2.300 anos é destruída por escavadeira

  • Jaime Awe/AP
    Jaime Awe, chefe do Instituto de Arqueologia de Belize, olha para os buracos no templo Noh Mul feitos por uma escavadeira
    Jaime Awe, chefe do Instituto de Arqueologia de Belize, olha para os buracos no templo Noh Mul feitos por uma escavadeira
Autoridades de Belize, na América Central, confirmaram nesta terça-feira (14) que uma escavadeira destruiu uma das maiores pirâmides maias do país durante a construção de uma estrada.
O chefe do Instituto de Arqueologia de Belize, Jaime Awe, disse que o templo Noh Mul foi destruído quando operários de uma empreiteira buscavam cascalho para preencher buracos na estrada antes de ela ser pavimentada.
Construído na era pré-colombiana, o templo datava de 2.300 anos atrás e apenas uma pequena parte da pirâmide permaneceu de pé.
A polícia diz que está investigando o incidente, mas arqueólogos belizenhos afirmam que esta não é a primeira ocorrência de um incidente desse tipo.
"A destruição de montes maias para preenchimento de estradas é um problema endêmico em Belize", diz o professor Normand Hammond.
Arqueólogos locais disseram que foram alertados sobre a destruição no fim da semana passada.
O complexo maia está localizado em terras particulares, mas de acordo com a legislação belizenha, quaisquer ruínas pré-hispânicas estão sob  proteção do governo.
Segundo John Morris, do Instituto de Arqueologia de Belize, os operários sabiam o que estavam fazendo.
"É inacreditável que alguém de fato tenha tido o descaramento de destruir esta construção. Não há, absolutamente, nenhuma possibilidade de que eles não soubessem que aqueles eram montes maias".
Promotores locais consideram apresentar acusações criminais contra a empreiteira

Gol

Ernesto Lima









                                                                          Cansada 
da bola

enrola
a teia

imagem
do fim?

Ou 
                                                                            espera     
da esfera?

domingo, 12 de maio de 2013

Solitário
no meu quarto
parto enfim
para meu ato

Ato o nó
de estar só

Ator Nô


Lerdo ato

Fato

Teço a teia
média

deslindo farto
novo ato



Nó de pinho
e carinho

cheiro de madeira
portuguesa

Tecido em Portugal
Delfim Narval

Lenço distante ao vento
Tento

Deslindar a teia
sentir na veia
o que jamais
senti

Estar só
e junto



Julgo ser
o  meu ser
desviante da paixão

Para a paixão de Portugal


Porto
vinho

distinguo




tramando a teia

cadeia de fatos

fados

tecidos à mão

Manchados
urdidos

Fundidos


Tantas coisas

Além
e boas



Muitas lembranças

de cravos e Amélias


cem dúvida

traz os montes
de onde

nasci


Nóbrega





E tu

urdida

no espaço

faz traços


repete o
ministério
da arte


destarte


Mais que isto fico mudo

pois além de tudo


mudo



Mãe

Além da vida

decida

Se quer ser alguém
que faz tudo

ou esconde
o lado
escuro
de trato

Amo a Deus
na terra

sem guerra


Sinto muito
se as flores murcham

Mas além delas

o raio
parte
e reparte

o lado certo
no eterno

sexta-feira, 26 de abril de 2013